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Cuba quer corrigir erros para atrair investimento estrangeiro

Imerso em uma lenta abertura de uma década, o país socialista enfrenta a desaceleração de sua atividade pela crise da Venezuela, seu principal aliado

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postado em 01/11/2016 20:46

France Presse

Cuba reconheceu nesta terça-feira que deverá corrigir erros para atrair mais capital estrangeiro, ao apresentar seu portfólio atualizado de ofertas para investidores que chega a 9,5 bilhões de dólares. 

Durante a Feira Internacional de Havana (Fihav) o ministro de Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca, afirmou que a ilha precisa de "altas taxas de investimento" e que para isso está disposta a melhorar "o ambiente para os investidores".

"Se não temos altas taxas de investimentos, de criação de capital, a poupança nacional não nos permite enfrentar todos os desafios que nos apresenta a necessidade de desenvolver a economia", afirmou o responsável cubano. 

Imerso em uma lenta abertura de uma década, o país socialista enfrenta a desaceleração de sua atividade pela crise da Venezuela, seu principal aliado, pela queda nos preços do níquel e pelos problemas derivados do embargo americano vigente desde 1962.

Para atender suas expectativas de desenvolvimento, Cuba precisa de mais 2 bilhões de dólares em investimento estrangeiro, que equivaleriam a 20% do PIB. No entanto, essa taxa atualmente chega a apenas 12% do PIB (1,2 bilhão de dólares), segundo Malmierca, que diz querer consertar os "erros" cometidos.

"Um dos problemas que temos, e o reconhecemos, é a lentidão das negociações. As empresas estrangeiras às vezes se queixam e com razão". 

Além disso, "queremos também melhorar o ambiente para os investidores", declarou o ministro cubano.

Desde 2014, quando entrou em vigor a lei de investimento estrangeiro, Cuba publica anualmente seu portfólio atualizado de potenciais investimentos com o ânimo de atrair capitais estrangeiros, proscritos durante três décadas após o triunfo da Revolução em 1959. 

Neste ano, a carteira de negócios inclui 395 projetos em 14 setores como turismo (114), petróleo (87) e agro-alimentos (76) por um montante total de 9,5 bilhões de dólares. 

Vinte e quatro projetos envolvem o megaporto de Mariel (35 km ao oeste de Havana), que deve se transformar no maior polo industrial da ilha e onde as autoridades estão oferecendo vantagens infraestrutura para a instalação de empresas com capital estrangeiro.

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