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EUA: jogadores apostam as fichas na vitória de Donald Trump

"Temos cinco apostas em Trump para cada uma em Hillary%u201D, diz Pat Morrow, responsável pelo cálculo de probabilidades no Bovada, um dos sites de apostas sobre eleições

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postado em 03/11/2016 06:00 / atualizado em 03/11/2016 21:32

Correio Braziliense

Joe Raedle/Getty Images/AFP
 
 
Não apenas os estrategistas de campanha e os analistas políticos se veem diante de mais uma reviravolta, a menos de uma semana para a eleição presidencial mais imprevisível deste início de século. A reabertura da investigação do FBI sobre os e-mails de Hillary Clinton, que pulverizou a vantagem da democrata nas pesquisas de opinião e derrubou os prognósticos de vitória para ela, virou a mesa também nas apostas: as fichas mudam de lado e fluem agora para o candidato republicano, Donald Trump.

“Desde o anúncio do FBI (na sexta-feira), temos cinco apostas em Trump para cada uma em Hillary”, diz Pat Morrow, responsável pelo cálculo de probabilidades no Bovada, um dos sites offshore usados para driblar a proibição, em território dos EUA, de apostas sobre eleições. A tendência é ilustrada pelo empresário britânico John Marpin, 51 anos, que lembra o surpreendente resultado do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia. Ele já conta com os US$ 123 mil que ganhará caso Trump seja o vencedor, na terça-feira. “Confio mais do que nunca. Passei cinco anos nos EUA e conheço os americanos, sei como estão fartos de políticos incompetentes”, argumenta.

Assim como o nervosismo que contamina os mercados mundo afora, na incerteza sobre o destino da maior economia do globo e na apreensão pela orientação que Trump poderá adotar na Casa Branca, a virada nas apostas reflete o impacto das últimas pesquisas de opinião. O rastreamento diário feito pelo Washington Post com a tevê ABC começou a semana com o republicano um ponto à frente (46% a 45%) nas intenções de votos nacionais, uma semana depois de ter registrado liderança de 12 pontos para a democrata. Signficativamente, o bilionário abriu sobre a rival uma vantagem (inédita) de oito pontos (46% a 38%) no quesito “honestidade”.

Depois de ter passado a maior parte da campanha desdenhando das pesquisas, Trump agora invoca os números, no palanque, para sustentar que está “subindo em todo o país”. O humor confiante do candidato, depois de semanas seguidas de tropeços e más notícias, ficou evidente na visita de ontem a Miami, principal colégio eleitoral da decisiva Flórida, onde Hillary mantém vantagem de dois pontos (49% a 47%). “Ela não faz bons julgamentos”, disparou o republicano. “Em termos pessoais, acho que se trata de alguém instável.”
 
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Tags: eleicoeseua

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