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Apostas se inclinam por Trump, favorecido por investigação a Hillary

A decisão do FBI na semana passada de estudar uma série de e-mails vinculados à Hillary refletiu em várias pesquisa

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postado em 05/11/2016 10:51 / atualizado em 05/11/2016 11:11

A poucos dias da eleição presidencial americana, os jogadores apostam cada vez mais em Donald Trump, cujas probabilidades aumentam com mais rapidez que nas pesquisas, favorecido pelas novas investigações que enfrenta sua rival Hillary Clinton.

"Desde o anúncio da reabertura da investigação do FBI (sobre os e-mails de Hillary), temos cinco apostas em Trump para cada uma de Hillary", constata Pat Morrow, responsável pelas probabilidades no site de apostas offshore Bovada.

As apostas sobre uma eleição local ou nacional estão proibidas em território americano, mas os jogadores têm opções mais que suficientes fora de seu país. Além do Bovada, podem apostar em outros sites offshore como Betfair ou Betonline.

"Mailgate", o regresso

A decisão do FBI na semana passada de estudar uma série de e-mails vinculados à Hillary fez com que a vantagem obtida pela ex-secretária de Estado se tornasse uma luta ponto a ponto entre os candidatos, tal e como começaram a refletir em várias pesquisas.

Entre os apostadores, o impacto foi ainda mais espetacular.

O mercado temporário organizado pela Universidade de Iowa em torno da eleição - autorizado com fins acadêmicos - viu a probabilidade de uma vitória do candidato republicano passar de 9% a 40% em pouco mais de dez dias.

Cerca de 2.300 jogadores, que só podem apostar 500 dólares como máximo, investiram um total de 314.000 dólares, segundo Joyce Berg, diretora do programa.

Os americanos não residentes podem apostar através dos sites britânicos, onde Trump também está na dianteira.

"Trump claramente está de vento em popa e se aproxima de Hillary quase dia após dia", informou igualmente Graham Sharpe, porta-voz da corretora de apostas inglesa William Hill.

"Tivemos que aumentar suas probabilidades pela oitava vez em duas semanas", e agora chega a 33% (ou 2 contra 1), acrescentou.

A lembrança do Brexit

"Confio mais do que nunca" na vitória do republicano, se entusiasma John Mappin, um homem de negócios britânico de 51 anos que ganharia um pouco mais de 123.000 dólares neste caso.

"As pesquisas não são nada confiáveis", assegurou este proprietário de um pequeno grupo de imprensa e de um hotel em Cornwall, para quem a situação é "muito, muito similar à do Brexit".

Em 23 de junho, dia do plebiscito sobre o futuro do Reino Unido na União Europeia, uma última pesquisa prognosticava 55% de votos a favor da permanência na UE, quando finalmente ganhou a saída com 51,9%.

John Mappin apostou no William Hill cerca de 30 vezes por Donald Trump desde o anúncio da candidatura do empresário imobiliário, em junho de 2015.

"Passei seis anos nos Estados Unidos e conheço muito bem os americanos", disse este homem que afirma nunca antes ter apostado, até decidir-se a fazê-lo por Trump. "Compreendi a que ponto estavam fartos de políticos incompetentes".

"As probabilidades são agora similares as quais eram nesta etapa para o Brexit e alguns apostadores acreditam claramente que a tendência recente de resultados políticos chocantes vai continuar", explica Sharpe.

Inclusive se o duelo Hillary-Trump quase sempre pareceu desequilibrado nas pesquisas, o que pôde ter dissuadido os apostadores, os montantes se aproximam a recordes.

Quase duplicaram no Bovada em relação à eleição presidencial de 2012 e estão a caminho de alcançar os 3,69 milhões de dólares no William Hill, o que seria um recorde para uma eleição americana.

Um triunfo de Trump não só seria uma má notícia para os apostadores de Hillary. Esse cenário custaria ao William Hill mais de 370.000 dólares que uma vitória de Hillary Clinton, e "parece que está se agravando", explica Sharpe.

"Se ele ganha", diz Pat Morrow, para os sites de aposta "seria tão ruim como equivocar-se sobre o vencedor do Super Bowl", a final do campeonato de futebol americano e o evento mais seguido do calendário esportivo americano, alerta.

Por France-Presse

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