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Campanhas se esforçam para convencer eleitor a votar

Hillary Clinton e Donald Trump percorrem os campos de batalha e investem no último fim de semana de campanha para multiplicar o voto antecipado

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postado em 05/11/2016 11:38 / atualizado em 05/11/2016 12:35

AFP/Mandel Ngan

 

Todas as armas valem neste fim de semana, tanto para Hillary Clinton como para Donald Trump, no esforço final para arrastar os eleitores ao voto antecipado e sair em vantagem à linha de chegada na corrida pela Casa Branca — a eleição da próxima terça-feira. A democrata terá na Flórida, um dos estados onde o pleito pode ser decidido, a participação do presidente Barack Obama, que terá como alvo dois segmentos do eleitorado ainda refratários à candidata: negros e jovens. O adversário republicano, Donald Trump, segue na maratona pelos campos de batalha que definirão a maioria no Colégio Eleitoral que sacramenta o nome do chefe de Estado.

A sexta-feira começou com mais uma pesquisa indicando vantagem de três pontos percentuais para Hillary: ela apareceu no tracking do jornal The Washington Post e da tevê ABC com 47% as intenções de voto nacionais, contra 44% de Trump. A diferença é a mesma captada na véspera pela sondagem do New York Times e da tevê CBS (45% a 42%), mas fica dentro da margem de erro. O que torna o desfecho ainda mais imprevisível é o crescimento consistente do republicano em praticamente todos os estados onde a disputa segue indefinida. Refletindo essa tendência, a estimativa de probabilidades de vitória atualizada diariamente pelo NY Times apontava ontem, no fim da tarde, 84% a favor de Hillary, que havia terminado a semana anterior com 93%.

Empurrado pela reabertura de investigação do FBI (polícia federal) sobre e-mails trocados pela rival quando era secretária de Estado, Trump subiu ao palanque em New Hampshire — onde assumiu a liderança nas pesquisas — com a habitual agressividade. “Como Hillary pode gerenciar o país, se não consegue gerenciar nem mesmo o correio eletrônico?”, questionou. A quatro dias da votação, o magnata tinha ainda previstos comícios em Ohio e na Pensilvânia, outros dos estados onde precisa de uma virada para ter chance de conquistar a Casa Branca.

A ex-secretária de Estado, menos vibrante no palanque, investiu na companhia de celebridades e no carisma do marido. O ex-presidente Bill Clinton dividiu o palco com DJs e roqueiros em Las Vegas, Nevada, onde um show pediu votos para a democrata. Hillary programou para o fim do dia uma aparição em Ohio ao lado da rainha do pop Beyoncé e do marido, o rapper Jay Z, cabos eleitorais de Obama nas duas últimas eleições.

Antes, em Pittsburgh (Pensilvânia), invocou diante de 2,5 mil simpatizantes o fantasma de um governo chefiado pelo adversário, a quem caracterizou como intolerante para com as minorias, hostil às mulheres e indiferente às diferenças sociais. “A opção não poderia ser mais clara”, discursou. “Vamos construir uma América mais forte e mais justa ou vamos ter medo uns dos outros e do futuro?”, perguntou. O roteiro da presidenciável previa compromisso também em Michigan, bastião industrial onde ela lidera as pesquisas, mas onde o republicano aposta na insatisfação dos trabalhadores brancos com a situação econômica.

Fator Obama

Por trás da batalha pelo voto antecipado, as equipes de campanha travavam uma disputa paralela em torno da questão que só terá resposta na noite de 8 de novembro: quem está em vantagem? Estatísticas baseadas no perfil demográfico das diferentes seções eleitorais indicam movimento mais intenso entre eleitores hispânicos em Arizona e em Nevada, um estado com apenas seis delegados ao Colégio Eleitoral, mas vital para as pretensões de Trump. O comparecimento dos latinos é visto como sinal favorável aos democratas, mas é compensado por tendência semelhante em Iowa e Ohio — no caso, benéfica para os republicanos.

Na disputada Flórida, de acordo com o site Politico, a marcha do voto antecipado dava até ontem indicações igualmente contraditórias, mas atestava uma vez mais o peso de Barack Obama como cabo eleitoral. A passagem do presidente pelos dois maiores eleitorados do estado (Jacksonville e Miami), na véspera, se traduziu em um crescimento sensível do comparecimento aos postos de votação. Como resultado, a Flórida começou a sexta-feira contabilizando 4,9 milhões de sufrágios registrados e com a expectativa de fechar o dia com 5,2 milhões.
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