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Em disputa acirrada, Hillary e Trump caçam votos de última hora na Flórida

O estado é fundamental para as aspirações de chegar à Casa Branca

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postado em 05/11/2016 15:14

Hillary Clinton e Donald Trump voltaram neste sábado (05/11) a fazer campanha na Flórida, um estado fundamental para suas aspirações de chegar à Casa Branca, já na contagem regressiva para as eleições presidenciais de terça-feira (08/11). Depois de mais de um ano de discursos, escândalos, avanços e recuos, a campanha chega com Hillary aparentemente com uma leve vantagem e com Trump empenhado em manter a tendência de reduzir esta diferença.


Em sua campanha Trump atravessou ásperas polêmicas e sobreviveu a vários e espetaculares escândalos, mas despedaçou todos os seus adversários nas primárias do partido republicano e mostra um pouco mais de força nesse sprint final. No entanto, a ex-secretária de Estado, que também precisou administrar sua dose pessoal de polêmica na campanha, é apontada pela maioria das pesquisas como a favorita na disputa.

Para Hillary e Trump, então, este último fim de semana de campanha é crucial para definir as tendências nos estados considerados fundamentais, especialmente a Flórida, onde os dois fizeram muitos atos políticos. Na polêmica eleição presidencial de 2000, o estado da Flórida foi palco de uma interminável discussão e terminou por inclinar a balança a favor do republicano George W. Bush.

Com 29 delegados no colégio eleitoral, a Flórida é uma fatia importante do bolo político, embora a necessidade de vencer ali seja maior para Trump. O polêmico e milionário candidato tem aparentemente garantida a vitória nos estados tradicionalmente republicanos, mas para manter viva a esperança de uma vitória precisa vencer também em regiões onde os democratas são fortes ou onde a disputa é muito apertada.

A voz do partido

O fortalecimento tardio de Trump na campanha se tornou evidente com o anúncio de que o polêmico milionário foi escolhido como responsável neste fim de semana pela mensagem semanal de rádio reservada ao Partido Republicano, como resposta à mensagem de rádio semanal do presidente Barack Obama.

Desde o início da campanha, Trump manteve uma relação problemática e difícil com os líderes republicanos, a ponto de vários deles afirmarem que não podiam se comprometer em votar nele na eleição presidencial. Por isso, o fato de ter sido escolhido para responder a Obama mostrou como o partido decidiu se alinhar atrás de sua candidatura. Verdadeiros pesos-pesados que haviam negado apoio - como o ex-candidato Ted Cruz - já reviram sua posição e passaram a pedir votos para Trump.

Em sua mensagem de rádio semanal, Obama se concentrou no programa de saúde pública aprovado durante seu governo, conhecido no país simplesmente como "Obamacare". Trump, por sua vez, utilizou a oportunidade para pedir o voto dos republicanos. "Estou pedindo seu voto e sua ajuda para eleger uma maioria republicana no Congresso, de forma que finalmente possamos mudar este sistema fracassado e tornar os Estados Unidos grandes de novo. E quando digo 'grandes', quero dizer 'grandes para todos'", afirmou.

Em sua mensagem no rádio, Trump disse que "isso não é apenas uma campanha: é um movimento. É uma oportunidade única de recuperar o governo que está nas mãos de doadores e dos interesses especiais, e devolvê-lo a vocês, os americanos".

Votos na ferrugem

Hillary e Trump concentraram na sexta-feira suas campanhas no nordeste do país, na região que já foi o núcleo manufatureiro dos Estados Unidos e que agora é conhecida como "rustbelt", o "cinturão da ferrugem", pela evaporação dos postos de trabalho. Historicamente esta região era um reduto democrata, mas pesquisas mostram uma tendência de conversão aos republicanos, em especial depois que Trump prometeu recuperar fábricas e postos de trabalho que foram para México ou China.

Hillary realizou um ato público em Cleveland, Ohio, um estado que Obama venceu em sua campanha presidencial de 2012, mas onde as últimas pesquisas mostram uma vantagem de Trump por uma média de cinco pontos percentuais. Mas este fim de semana não será livre de novos escândalos. A agência Associated Press informou na sexta-feira que na década de 1990 a então modelo eslovena Melania - agora esposa de Trump - recebeu dinheiro por trabalhos de modelo antes de ter um visto para isso nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o jornal Wall Street Journal alegou que o tabloide National Inquirer pagou para ter direitos exclusivos sobre o relato de uma ex-modelo da revista Playboy sobre seu romance com Trump em 2006, mas depois decidiu eliminar a história.

 

Por France Presse 

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