Americanas sonham com mulher na presidência da Casa Branca

Primeira candidatura feminina foi em 1872, mas, até hoje, até o cargo de vice só foi ocupado por homens

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postado em 05/11/2016 16:25 / atualizado em 05/11/2016 19:13

Estelle Liwbow Schultz nasceu antes de as mulheres americanas terem o direito de votar: em junho de 1918. Agora, aos 98 anos, votou antecipadamente, com orgulho, com a esperança de fazer história e ajudar a eleger a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

 

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“Ver semelhante feito na minha vida é incrível”, diz a professora aposentada, que leva uma vida tranquila em Rockville, Maryland, periferia de Washington. Schultz ainda alimenta a esperança de acompanhar pessoalmente em janeiro a cerimônia de posse de sua candidata, Hillary Clinton, depois de uma sequência ininterrupta de 44 homens iniciada com George Washington em 1789.


Trata-se de uma longa caminhada, iniciada em 1872, com a campanha à Presidência de Victoria Woodhull, na época com 34 anos e filiada ao Partido dos Direitos Iguais. Os livros de história registram os votos obtidos por seus adversários homens, mas não os conquistados por ela.


Nos Estados Unidos, apenas duas mulheres fizeram parte de uma chapa presidencial em um dos principais partidos americanos: Sarah Palin foi candidata a vice do republicano John McCain em 2008, e Geraldine Ferraro acompanhou a chapa encabeçada pela democrata Walter Mondale em 1984. Os dois perderam. Outras mulheres tentaram, mas não conseguiram sobreviver ao brutal moedor de carne que é o sistema das primárias partidárias nos dois grandes partidos.

“Antes de morrer, se Deus quiser, quero ter uma mulher presidente. Sim, para nós é muito importante”, diz a advogada Moira Hahn, 64 anos. “Sim, para nós, é muito importante.” Nancy Murphy, professora aposentada de 58 anos, afirma que ter uma mulher presidente será “magnífico”. E acrescenta: “Mas não sei como muita gente neste país se sentirá a respeito”.

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