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Hillary e Trump, o capítulo final de uma campanha histórica

Depois de pouco mais de um ano de idas e vindas e escândalos, para a ex-secretária de Estado e o para polêmico bilionário chegou o momento de colocar todas as cartas sobre a mesa

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postado em 07/11/2016 18:23 / atualizado em 07/11/2016 23:22

A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump realizam nesta segunda-feira (7/11) o último esforço para manter vivas suas aspirações de chegar à Casa Branca, no capítulo final de uma campanha histórica nos Estados Unidos.

Depois de pouco mais de um ano de idas e vindas, dramas inesperados e uma série sem precedentes de escândalos de todo tipo, para a ex-secretária de Estado e o para polêmico bilionário chegou o momento de colocar todas as cartas sobre a mesa.

Ao iniciar o último dia de campanha, nesta segunda-feira, Hillary Clinton se comprometeu a trabalhar pela união nacional, caso chegue à Casa Branca.

 

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"Tenho muito trabalho a fazer para unificar o país. Realmente quero ser a presidente para todos, para pessoas que votaram em mim e pessoas que votaram contra mim", disse à imprensa.

Em um ato público em Sarasota, na Flórida, Trump disse que uma vitória sua na eleição de amanhã será um golpe fatal ao que chamou de "establishment corrupto de Washington".

"(Hillary) Clinton é protegida por um sistema totalmente trapaceiro. E agora os americanos farão justiça amanhã nas urnas", afirmou.

"Se ganharmos, vamos limpar essa lama", acrescentou, referindo-se à corrupção em Washington.

"Limpem a lama, limpem a lama!", gritava a multidão.

Encerramentos de campanha


O republicano, de 70 anos, tem um dia cheio de encontros nos estados da Carolina do Norte, Pensilvânia e New Hampshire, antes de encerrar sua campanha em Michigan.

Hillary, de 69, trabalhará até a meia-noite, com paradas na Pensilvânia, em Michigan e na Carolina do Norte.

Um dos encontros contará com a presença dos roqueiros Bruce Springteen e Bon Jovi, mas seu trunfo será a participação do presidente Barack Obama e da popular primeira-dama Michelle, assim como com seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.

Nesta segunda-feira, pesquisas dão a liderança a Hillary, por aproximadamente 2,7 pontos percentuais na corrida eleitoral, embora a dinâmica dos últimos dez dias de campanha tenha sido favorável a Trump.

Em uma enquete realizada pela rede CBS e divulgada nesta segunda-feira, a vantagem de Hillary é de quatro pontos (45% contra 41%).

Um modelo matemático de projeção elaborado pela rede de televisão NBC indica que Hillary Clinton já teria assegurado pelo menos 274 votos no colégio eleitoral, quatro a mais do que os necessários para selar sua vitória.

O site especializado FiveThirtyEight atribui a Hillary Clinton 67,9% de probabilidades de ganhar as eleições, contra 32,1% para Trump.

Idas e vindas


O mais recente episódio da longa campanha aconteceu no domingo, quando o FBI informou ao Congresso, em uma carta, que não pretendia apresentar acusações formais contra Hillary pelo interminável escândalo provocado por seus e-mails enviados de um servidor privado quando era secretária de Estado.

O anúncio foi uma tentativa de apagar o incêndio provocado há apenas uma semana pela mesma instituição, quando revelou que investigaria novas mensagens relacionadas à democrata, que não haviam sido incluídas em uma investigação anterior concluída em julho passado.

"Nós nos alegramos que este assunto tenha sido resolvido", disse a jornalistas a diretora de Comunicação da campanha de Hillary, Jennifer Palmieri, pouco depois da divulgação da decisão do FBI, a Polícia Federal americana.

A notícia da reabertura do caso havia caído como uma bomba sobre a campanha de Hillary, que se viu obrigada a passar vários dias dando explicações sobre um escândalo que parecia coisa do passado.

Os mercados financeiros do mundo, que receberam a reabertura das investigações do FBI com quedas, abriram em alta nesta segunda-feira.

Possivelmente ficará complicado medir o impacto que o final da polêmica sobre os e-mails de Hillary terá em sua campanha, mas as pesquisas deram a Hillary uma vantagem mínima no último fim de semana de campanha.

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