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Hillary é favorita, mas investidores querem Congresso em mãos republicanas

A reabertura de uma investigação do FBI pelos controversos e-mails de Hillary Clinton fez a Bolsa cair há duas semanas porque temia-se que isso comprometesse suas possibilidades de chegar à Casa Branca

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postado em 08/11/2016 16:53

	EDUARDO MUNOZ ALVAREZ

 

Hillary Clinton é a favorita de Wall Street nas eleições desta terça-feira nos Estados Unidos, mas os investidores preferem que o Congresso continue nas mãos republicanas para não pagar mais impostos.

 

"Rapidamente vimos que ela era a preferida dos mercados", disse Gregori Volokhine, da Meeschaert. Exemplo disso foi quando Wall Street fechou em alta depois de ter interpretado que a candidata havia vencido o primeiro debate com o republicano Donald Trump.

 

A reabertura de uma investigação do FBI pelos controversos e-mails de Hillary Clinton fez a Bolsa cair há duas semanas porque temia-se que isso comprometesse suas possibilidades de chegar à Casa Branca.

 

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As bolsas do mundo todo respiraram aliviadas e tiveram altas expressivas nesta segunda-feira depois que o FBI anunciou que não abriria nova investigação contra Hillary Clinton. 

 

O magnata Trump é visto pelos investidores como um gerador de incerteza. Sua rejeição aos tratados de livre-comércio, particularmente com a China e o México, o transformaram em  uma figura nefasta para os mercados que tradicionalmente se inclinam pelos republicanos.

 

Se Trump vencer "os mercados deveriam baixar", estimou Michael Scanlon, da Manulife Asset Management, que afirmou que esse efeito logo seria mitigado.

 

"Uma das coisas que os investidores prestam atenção é no controle do Senado e da Câmara dos Representantes", disse Chris Low, da FTN Financial. Ele indicou que os assentos de muitos republicanos estão em jogo nesta terça-feira.

 

"O mercado parece gostar da ideia de que (Hillary) Clinton seja eleita presidente, mas com um Congresso que não lhe dê mandato político"; ou seja, que a maioria seja republicana, explicou Patrick O'Hare, da Briefing.

 

Os investidores temem que, com um Congresso controlado pelos democratas, Hillary poderá aprovar novas regulamentações econômicas e uma política fiscal com maior taxação de empresas.

 

"Se (Hillary) Clinton conseguir aplicar seu programa, haverá impostos e gastos mais elevados, uma inclinação que contraria as empresas", disseram analistas da Berenberg.

 

"(Hillary) Clinton propõe aumentos de impostos significativos sobre os dividendos e as rendas do capital", acrescentaram. 

Bancos em alerta

Para estarem prontos para qualquer eventualidade, vários grandes bancos como JPMorgan, Citi e Crédit Suisse confirmaram à AFP que manterão abertas suas salas de mercado durante a noite da eleição presidencial tal como fizeram em junho, quando os britânicos votaram em um referendo para sair da União Europeia.

 

"O J.P. Morgan terá operadores trabalhando na sala de mercado de Nova York durante à noite para apoiar as equipes asiáticas a manejar potenciais picos nos volumes de transações", disse à AFP Brian Marchiony, representante do banco.

 

O início da contagem coincidirá com a abertura das bolsas asiáticas. "O risco é que a volatilidade seja mais alta quando saírem os resultados", disse Erik Nelson, especialista do mercado de divisas do banco Wells Fargo. Além da reação inicial diante dos resultados Wall Street precisará de algum tempo para analisar o desenrolar da eleição.

 

Por Feance Presse 

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