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Especialistas veem comércio internacional como entrave no governo Trump

Republicanos confirmam maioria na Câmara dos Deputados e no Senado e abrem caminho para Donald Trump governar sem grandes dificuldades

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postado em 10/11/2016 06:05

Rodrigo Craveiro

Zach Gibson/Getty Images/AFP


O desastre para o Partido Democrata e para o legado do presidente Barack Obama não poderia ter sido pior. Além de perder a Casa Branca para o magnata Donald Trump, os democratas desperdiçaram a chance de obter o controle do Senado para os republicanos, que mantiveram a maioria na Câmara dos Deputados. Se Obama teve dificuldades para governar, em um Congresso que barrou várias propostas do Executivo, com Trump o cenário será menos tempestuoso. Os políticos aliados do novo presidente terão influência na nomeação de altos funcionários do governo e de juízes da Suprema Corte. Até o fechamento desta edição, depois de conquistar estados decisivos — como Pensilvânia, Carolina do Norte e Wisconsin —, os republicanos tinham conquistado 54 das 100 cadeiras. Na Câmara, os republicanos tinham 239 assentos, enquanto os democratas haviam capturado 193, de um total de 435. Em relação ao atual Congresso, os futuros governistas conseguiram tomar oito cadeiras dos seguidores de Obama.

Professor de comunicações globais e de políticas públicas da Universidade de Harvard, Matthew Baum explica ao Correio que Trump terá o controle unificado do Congresso e um mandato relativamente fácil para implementar as políticas preferidas, muitas das quais consistentes com a ideologia republicana. “As exceções, como a retirada dos acordos comerciais, poderão ser contidas no Capitólio”, acredita. Segundo o especialista, a curto prazo, será muito difícil para o Congresso impor resistência a Trump. “Ao longo do tempo, nós veremos se as suas  respectivas agendas  vão produzir tensões. Caso isso ocorra, poderemos assistir a uma lentidão na aprovação de novas políticas. Inicialmente, no entanto, Trump encontrará uma resistência pequena”, afirma Baum.

Por sua vez, Mark A. Peterson, chefe do Departamento de Política Pública e professor de ciência política da Universidade da Califórnia (Ucla), pensa diferente. “Os republicanos emergiram com uma maioria muito esbelta no Senado e outra menos robusta, e provavelmente ainda mais conservadora, na Câmara. Pela primeira vez um republicano é escolhido para um primeiro mandato com claras maiorias no Congresso, desde a eleição de Dwight D. Eisenhower, em 1952”, lembra à reportagem. “Isso vai dar a Donald Trump e aos congressistas republicanos a capacidade para atuar sobre um número de assuntos sobre os quais eles concordam. Mas, em algumas áreas, a estrada à frente do presidente eleito não será suave, como no tema do comércio internacional e na reforma das pensões”, adverte. Com Trump na Casa Branca, Peterson não espera uma rebelião no seio do Partido Republicano, como se configurou durante a campanha presidencial. “Tudo vai depender do que ele tentar fazer e do que disser. A imprevisibilidade pode prejudicá-lo. Outro desafio para Trump será o potencial de obstruções por parte dos democratas no Senado”, acrescenta o estudioso da Ucla.

 

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