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Mais americanos negros do que latinos se opõem a muro com o México

Enquanto 68% dos eleitores hispânicos e 46% de brancos não hispânicos se opõem à construção de um muro de 3.200 km na fronteira com o México, entre os negros a rejeição alcança 82%

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postado em 10/11/2016 22:14

Mais americanos negros do que latinos se opõem ao muro que o presidente eleito Donald Trump prometeu construir ao longo de toda a fronteira com o México, segundo pesquisas de boca de urna da NBC News.

Enquanto 68% dos eleitores hispânicos e 46% de brancos não hispânicos se opõem à construção de um muro de 3.200 km na fronteira com o México, entre os negros a rejeição alcança 82%, segundo sondagens da NBC News realizadas nos locais de votação na terça-feira e analisados nesta quinta-feira pelo Pew Research Center.

Também são mais afro-americanos que latinos os que são a favor de que os imigrantes sem documentos tenham a possibilidade de solicitar a legalização: 82% contra 78% dos latinos e 67% dos brancos não hispânicos. Durante sua campanha, Trump prometeu deportar todos os imigrantes ilegais, que chegam a 11 milhões.
 
 
De uma maneira geral, 46% dos hispânicos citou a economia como o tema mais importante que os Estados Unidos enfrentam, seguido pelo terrorismo (20%), a imigração (19%) e a política exterior (11%).

As pesquisas sugerem que o voto latino, tradicionalmente democrata, foi recorde e representou 11% do total do eleitorado, contra 10% em 2012 e 9% em 2008. Entretanto, não alcançou o suficiente para converter a democrata Hillary Clinton na primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

Hillary obteve 65%, contra 29% para Trump. Em 2012, 71% dos hispânicos votou em Barack Obama, contra 27% para seu rival republicano Mitt Romney.

Em geral, os hispânicos comparecem menos às urnas do que outros grupos como os negros ou os brancos não hispânicos.

Um total de 27,3 milhões de latinos estavam habilitados para votar, quatro milhões a mais do que na eleição passada, mas o Pew Research Center acredita que menos da metade tenha votado.
 
Por France-Presse 

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