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EUA: especialistas veem divisões profundas no país e temem violência

Milhares de pessoas saíram às ruas de 25 cidades em protesto contra Trump; manifestantes explicam insatisfação ao Correio

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postado em 11/11/2016 06:00 / atualizado em 11/11/2016 01:42

Rodrigo Craveiro

Ringo Chiu/AFP


A incredulidade e a revolta com a eleição do magnata republicano Donald Trump varreram 25 cidades norte-americanas, de costa a costa, na noite dessas quarta-feira e quinta-feira (9 e 10/11). Manifestantes ocuparam as ruas de Washington, Nova York, Chicago, Los Angeles e Boston, entre outras metrópoles, aos gritos de “Not my president!” (“Não meu presidente!”) e “No racist USA!” (“Não aos EUA racistas!”). Os protestos escancararam profundas rupturas na sociedade norte-americana, fenômeno reconhecido pelo presidente, Barack Obama; pela candidata democrata derrotada, Hillary Clinton; e por estudiosos. “Nós passamos por eleições duras e divisivas antes e saímos mais fortes”, declarou Obama.

Na quinta, houve protestos na Filadélfia e em Los Angeles, com a expectativa de que novas manifestações surgissem ao longo da madrugada. Na quarta, Sasha Savenko, estudante da Universidade de Washington, participou de uma marcha em Seattle com a amiga Sydney Kane.  Em entrevista ao Correio, ela contou que havia um forte sentimento de união em torno da mobilização. “Foi um momento para que as pessoas se reunissem e mostrassem que apoiam umas às outras, independentemente da raça, do gênero e da sexualidade, à luz do ódio que Trump tem apresentado”, comentou Sasha. “Quando você olha para os votos dos jovens, eles foram quase todos para Hillary. A maioria dos americanos com menos de 30 anos sente que o resultado não a representa. Por sermos o futuro do país, estamos forçados a conviver com as consequências dessa eleição”, acrescentou.  De acordo com a estudante, os Estados Unidos têm uma longa história de racismo e de sexismo. “Um governo Trump parece desfazer muito do progresso social dos anos recentes. Eu não sei o que esperar dos próximos quatro anos”, lamenta.

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Filho de um imigrante legal do Kuwait e de uma norte-americana de Ohio, o produtor Omar Aqeel, 27, e o namorado, Evan Paul, mantiveram guarda diante da Trump Tower, em Nova York, em meio à multidão. “A noite de quarta-feira foi emocional. Nós começamos o dia tristes, solitários, assustados e derrotados. À noite, saímos todos juntos e nos abraçamos. A frustração e a raiva se transformaram em algo positivo. Nós e stamos juntos, afirmando que não vamos tolerar as ideias idiotas de Trump, o sexismo, o racismo e a xenofobia. Nos reunimos para dizer a ele: ‘Nova York o odeia’”, afirmou à reportagem. Aqeel lembrou que mais da metade dos eleitores que afluíram às urnas votou em Hillary. “Não podemos anular toda a América. Espero que os esforços de protestos e as paixões se centralizem numa fonte de mudanças eficiente.”

 

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