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Correio Braziliense

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Tribunal do Zimbábue arquiva acusação contra caçador do leão Cecil

Morte do animal provocou indignação mundial, visto que ele não era só uma atração popular para os visitantes de um famoso parque, mas que era querido no país e participava de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford

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postado em 11/11/2016 18:54

AFP PHOTO / ZIMBABWE NATIONAL PARKS
 
 
Um alto tribunal do Zimbábue arquivou a acusação contra o caçador profissional Theo Bronkhorst, que liderou a expedição que matou o leão Cecil no ano passado, disse sua advogada nesta sexta-feira (11/11). 

"A alta corte disse que a acusação tinha falhas e, portanto, deveria ser anulada", disse a advogada Perpetua Dube à AFP. 

Dube afirmou que o juiz decidiu na quinta-feira que a acusação "não constituía um crime". 

"É um grande alívio para o senhor Bronkhorst", disse. 
 
 
A decisão da alta corte chega após um pedido da advogada de Bronkhorst para uma revisão de uma decisão de um tribunal de primeira instância de levá-lo a julgamento sobre a caçada de 2015 que causou a morte do leão icônico do Zimbábue, conhecido pela sua juba preta. 

A morte de Cecil provocou indignação mundial, visto que o animal não era só uma atração popular para os visitantes do famoso Parque Nacional Hwange, mas que era querido no país e participava de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford. 

Bronkhorst, de 53 anos, foi acusado de "ter falhado em impedir uma caça ilegal" quando o caçador de troféus americano, o dentista Walter Palmer, pagou US$ 55.000 para atirar no leão com um arco e flecha em julho do ano passado. 

O Zimbábue decidiu não acusar Palmer, quando foi revelado que ele tinha documentos legais permitindo que caçasse. 

Bronkhorst negou qualquer irregularidade, dizendo que ele tinha as permissões necessárias para matar um leão idoso que estava fora dos limites do parque nacional. Cecil, que tinha 13 anos, foi morto fora da reserva, que não é cercada.
 
Por France-Presse 

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