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postado em 13/11/2016 10:44 / atualizado em 13/11/2016 10:53

Ana Dubeux

Não imaginávamos que a noite seria tão longa. O atraso foi calculado, esperado e tudo estava planejado para aguardar o resultado das eleições americanas. Mas jornalismo é risco. Temos provas diárias disso. Não dá para dizer que a vitória de Donald Trump era absolutamente imprevisível. Aqui e ali havia dúvidas em relação ao favoritismo de Hillary Clinton. Mas também é inegável que, talvez até por vontade e torcida, o cenário número um era que os Estados Unidos elegeriam uma mulher para presidente – cochilo grande da mídia e dos estudiosos americanos, reproduzido em escala mundial, diga-se de passagem.

Deu ruim, diriam os jovens facebookianos. E a dúvida até o fim transformou a madrugada da redação do Correio Braziliense num jogo de fortes emoções. Deu certo, certíssimo, diriam e disseram os amantes do jornalismo, sobretudo aqueles que respeitam e dignificam o velho, combalido e valoroso impresso.

Quantos jornais se pode fazer numa mesma noite? Quantas prévias de edição se faz de uma hora a outra? Quanto vale ainda levar no jornal de papel a notícia mais atual para os leitores?

Desafiamos o tempo e as previsões, decidimos insistir numa espera insana, partindo para o tudo ou nada, para que o nosso leitor despertasse com a surpresa da vitória de Trump.


Não dá para dizer que todos ficaram felizes com a notícia, mas eles a tiveram em primeira mão. E, para quem ama o jornalismo, isso basta. O reconhecimento veio a galope e o jornal foi bastante elogiado por ter sido o único em primeira edição a trazer o resultado.

Jamais conseguiríamos fazer o que fizemos se a equipe que trabalhou na cobertura, sob o comando da editora de Mundo, Ana Paula Macedo, não fosse extremamente competente. Não se vira uma edição, escorada por incerteza e com a pressão de um fechamento que ultrapassou a mais pessimista expectativa, sem jornalistas brilhantes. Informados, focados e com bagagem e agilidade suficientes para conduzir uma cobertura desafiadora. Absolutamente fundamental a experiência de uma equipe que tem nas costas muitas e muitas viradas de edição, a cada terremoto de grandes proporções, escolha e renúncia de papa, ataques terroristas, acidentes aéreos e por aí vai.

Além deles, merecem nosso aplauso todo o time de apoio das outras áreas, da primeira página, da fotografia, da diagramação, da circulação, do industrial, com a pressão e a torcida do bem do competente Lino Ferreira, da arte e da internet, que também se esmerou na atualização em tempo real da apuração dos votos. Nesta semana, o sentimento na redação do Correio é de orgulho. Os nossos leitores merecem todo esse esforço.

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