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Governo da Colômbia pede rápida implementação de novo acordo de paz

"Realmente não há espaço para uma nova negociação, depois de 130 horas de trabalho minucioso com as Farc. Realmente é isto que temos", disse o negociador-chefe, Humberto de la Calle

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postado em 15/11/2016 16:17

Os negociadores do governo da Colômbia pediram nesta terça-feira (16/11) uma rápida implementação do acordo assinado no fim de semana com a guerrilha das Farc, após incluírem petições de setores que se opuseram nas urnas ao documento original.

"Acredito que a maioria dos colombianos mostra apoio, satisfação, e, sobretudo, desejo de uma rápida implementação. Este é o acordo final, assim se denomina, e o que não podemos fazer é perder tempo. Deve-se iniciar a sua colocação em prática", disse o negociador-chefe, Humberto de la Calle, em entrevista coletiva no palácio presidencial.

"Realmente não há espaço para uma nova negociação, depois de 130 horas de trabalho minucioso com as Farc. Realmente é isto que temos", assinalou, referindo-se à renegociação que aconteceu nos últimos dias para incluir petições dos setores que votaram contra o acordo original no referendo de 2 de outubro.
 
 
O novo texto foi divulgado ontem, e, embora ainda não tenham feito um pronunciamento definitivo, representantes de partidos que rejeitaram o documento nas urnas, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe, adiantaram sua surpresa diante do novo texto.

"Consideramos que este acordo apresentado não é um documento definitivo, e iremos estudá-lo, revisá-lo e analisá-lo. Depois desta avaliação cuidadosa, iremos apresentar nossas conclusões à opinião pública", disse o advogado Rafael Nieto, próximo de Uribe, após uma reunião de porta-vozes do "não".

Destacando que foram feitas alterações em 56 dos 57 temas propostos pela oposição, os negociadores do governo disseram que esperam se sentar hoje ou amanhã com os porta-vozes do "não", para lhes explicar as mudanças.

Também insistiram em que, paralelamente, buscarão definir como o novo texto será referendado, para que seja implementado imediatamente e não coloque em risco o cessar-fogo respeitado desde agosto.
 
Por France-Presse 

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