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Trump será 'aliado natural' de Damasco se combater 'terrorismo', diz Assad

"Não podemos dizer nada do que ele vai fazer, mas, vamos dizer que, se ele vai lutar contra o terrorismo, é claro que vamos ser aliados", afirmou o presidente sírio

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postado em 15/11/2016 21:08

O presidente sírio, Bashar al-Assad, declarou que seu colega americano recém-eleito, Donald Trump, será "um aliado natural" se lutar contra o terrorismo - de acordo com entrevista transmitida nesta terça-feira à noite (15/11) pela emissora pública portuguesa RTP.

"Não podemos dizer nada do que ele vai fazer, mas, vamos dizer que, se ele vai lutar contra o terrorismo, é claro que vamos ser aliados, aliados naturais da mesma maneira que somos dos russos, dos iranianos e de muitos outros países que querem derrotar o terrorismo", afirmou Assad na entrevista à RTP.

No termo "terrorismo", o regime de Damasco inclui todos os grupos armados que lhe são hostis, tanto os considerados moderados, quanto os extremistas, como o grupo Estado Islâmico (EI), que controla amplas zonas da Síria.

Consultado sobre as declarações de Trump nas quais considerava que na Síria é prioritária a luta contra o EI, Assad se manteve presente.
 
 
"Obviamente, promete, mas poderá cumpri-lo? Poderá agir neste sentido? O que acontecerá com as forças que se opõem em sua administração e com a tendência dominante midiática contra ele?", perguntou-se Assad.

"É por isso que ainda temos dúvidas sobre o fato de se poderá cumprir suas promessas", advertiu.

Em entrevista publicada no sábado no Wall Street Journal, Donald Trump tinha sugerido que era preciso lutar mais contra o EI. E que se atacassem Assad, no fim das contas os Estados Unidos "acabariam lutando contra a Rússia", aliada de Damasco.

"O EI representa uma ameaça maior contra nós do que Assad", disse Trump ao The New York Times em julho.

Na entrevista, Assad insistiu em seu repúdio a qualquer ingerência dos Estados Unidos na Síria. 

"Há 50 anos os Estados Unidos intervêm (em assuntos de outros países) e, de fato, só serve para criar problemas e não para resolvê-los", ressaltou.
 
Por France-Presse 

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