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Democratas propõem abolir colégio eleitoral que votará em Trump

"É o único país onde se pode obter mais votos e, no entanto, perder a Presidência", disse a senadora pela Califórnia, Barbara Boxer

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postado em 15/11/2016 23:24

Uma senadora democrata apresentou nesta terça-feira (15/11) um projeto de lei para reformar o sistema eleitoral indireto que elege o presidente dos Estados Unidos, alegando que Donald Trump teve menos votos em nível nacional que sua adversária, Hillary Clinton.

"É o único país onde se pode obter mais votos e, no entanto, perder a Presidência", disse a senadora pela Califórnia, Barbara Boxer.

"O colégio eleitoral é um sistema obsoleto e antidemocrático, que não reflete nossa sociedade moderna, (o sistema) deve mudar imediatamente. Todos os americanos devem ter a garantia de que seu voto conta", afirmou.

Em 8 de novembro, os americanos elegeram, estado a estado, os 538 grandes eleitores que formam o colégio eleitoral.
 
 
Em 48 dos 50 estados da União, basta que um candidato ganhe por um voto para levar todos os grandes eleitores que representam estes estados, rompendo com a proporcionalidade.

Devido a este sistema, Trump levou 290 grandes eleitores contra os 232 de Hillary.

Mas em nível nacional, a candidata democrata superou em mais de um milhão de votos o candidato republicano.

No ano 2000, o democrata Al Gore perdeu a eleição para o republicano George W. Bush também no colégio eleitoral, recebendo mais votos em nível nacional.

A vitória de Trump reacendeu antigas críticas ao sistema de eleição presidencial indireto nos Estados Unidos.
 
Por France-Presse 

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