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COP22 acorda implementar agenda contra as mudanças climáticas

Os negociadores ratificaram seu compromisso de combater o aquecimento do planeta dez dias depois da vitória de Trump

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postado em 18/11/2016 22:28

A conferência do clima da ONU (COP22) aprovou nesta sexta-feira, em Marrakech, uma agenda para combater as mudanças climáticas e seus 196 signatários deram prazo de um ano para avaliar seus avanços.

Os negociadores ratificaram seu compromisso de combater o aquecimento do planeta dez dias depois da vitória eleitoral nos Estados Unidos do republicano Donald Trump, que ameaçou retirar a superpotência deste combate.

O COP22 de Marrakech iniciou a contagem regressiva para implementar o histórico Acordo de Paris de 2015, cujo objetivo é que o planeta não supere +2º C com relação à era pré-industrial.

O Acordo de Paris deve começar a ser aplicado em 2020 e para isto é necessário desenvolver seu conteúdo, estabelecendo as instituições ou plataformas necessárias.

Para isto, as partes decidiram se reunir novamente em novembro de 2017 "para revisar o avanço da implementação", destacou o texto final.

Os países continuarão negociando o financiamento, o calendário, a transparência dessa luta contra as mudanças climáticas, os compromissos de transição energética, a transferência de tecnologia, entre outros aspectos, para encerrar a negociação "no mais tardar" na COP24 de 2018.

A partir de 2020 deve começar a funcionar um Fundo de 100 bilhões de dólares anuais, em dinheiro público e privado, para ajudar aos países em desenvolvimento e pobres.

Também a partir desta data se torna obrigatório o exame mútuo a cada cinco anos do controle de emissões de gases com efeito estufa, a peça-chave para controlar gradualmente o aquecimento do planeta.

A COP23 de 2017 será celebrada em Bonn (Alemanha) embora Fiji vá presidi-la, e a sessão seguinte será na Polônia.

Diante da possibilidade de que os Estados Unidos abandonem o Acordo de Paris, os países da COP22 aprovaram na quinta-feira uma Proclamação de Marrakech em que reafirmam que sua luta é "irreversível" e pedem "o máximo compromisso político" dos líderes mundiais.
 
Por France Presse 

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