SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Obama proíbe perfurações petroleiras em partes do Ártico

A decisão significa que até 2022 não poderão ser consideradas concessões para explorar gás, nem petróleo, no mar de Chukchi, ou no mar de Beaufort

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 19/11/2016 08:27

France Presse

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta sexta-feira (18) partes do Ártico como zonas proibidas para a exploração de petróleo durante os próximos cinco anos, aplicando um duro golpe nos esforços do Partido Republicano de ampliar a extração de combustível fóssil.

A decisão significa que até 2022 não poderão ser consideradas concessões para explorar gás, nem petróleo, no mar de Chukchi, ou no mar de Beaufort. "Considerando que o Ártico tem um meio ambiente único e desafiante e o declínio do interesse industrial na área, o caminho correto é renunciar às concessões do Ártico", justificou a secretária americana do Interior e dos Recursos Naturais, Sally Jewell, em um comunicado.

O governo dos Estados Unidos fez um anúncio similar em março, quando removeu o Oceano Atlântico por cinco anos do roteiro.

Grupos ambientalistas saudaram hoje a decisão, considerando-a histórica, em um momento-chave, já que o presidente recém-eleito dos EUA, Donald Trump, prometeu estender as perfurações para petróleo e revitalizar a indústria americana do carvão."A notícia de hoje não poderia chegar em melhor momento", celebrou o Club Sierra, acrescentando que "o presidente Obama protegeu os Oceanos Ártico e Atlântico do petróleo".

 

A decisão protegerá as rotas de migrações da vida selvagem, áreas cruciais de alimentação, o hábitat do fundo marinho e o grande ecossistema marinho do Ártico, disse a ONG Pew Charitable Trusts.Os Estados Unidos planejam oferecer potencialmente 11 concessões: dez no Golfo do México e uma na costa do Alasca, na área da Enseada de Cook.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade