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Dois ex-primeiros-ministros lideram a primária presidencial na França

Ex-presidente fica fora da disputa de 2017

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postado em 21/11/2016 06:01

Antes mesmo de concluída a apuração dos votos na inédita primária presidencial da direita clássica, na França, o ex-presidente Nicolas Sarkozy reconheceu a derrota para dois ex-primeiros-ministros. François Fillon e Alain Juppé disputarão no próximo domingo o segundo turno da votação, que definirá o candidato da legenda Republicanos para o Palácio do Eliseu, na eleição de maio de 2017. “Não tenho amargura, não tenho tristeza. Apenas desejo o melhor para o meu país”, disse o ex-presidente, que tinha pouco mais de 21% dos votos com a apuração de dois terços das seções eleitorais.

Sarkozy declarou apoio ao vencedor do primeiro-turno, o ex-primeiro-ministro François Fillon, que aparecia com 44% e despontava como grande favorito para vencer a disputa interna. Em segundo lugar estava o também ex-premiê Alain Juppé (28%), político experiente que, como o ex-presidente, integrou o gabinete de Jacques Chirac. “É hora de eu encarar a vida com mais paixão privada e menos paixão pública”, declarou. “Tenho grande respeito por Alain Juppé, mas as escolhas políticas de François Fillon me são mais próximas.”


Com o presidente François Holande amargando recordes de impopularidade e o Partido Socialista profundamente dividido, a esquerda parece sem chances reais de manter o comando do Executivo. O candidato dos republicanos larga como favorito para lutar pelo Eliseu, no ano que vem, com a líder da extrema-direita direita, Marine Le Pen, que vem liderando as primeiras pesquisas de opinião para o pleito de 2017, mas aparece em dificuldades no segundo turno contra um representante da direita clássica.

As inéditas primárias do Republicanos, inspiradas no sistema adotado nos Estados Unidos pelos grandes partidos nacionais — democratas e republicanos —, eram a esperança de Sarkozy de retornar ao centro do cenário político. Derrotado por Hollande na tentativa de se reeleger, em 2012, e depois objeto de investigações sobre corrupção e tráfico de influência, o ex-presidente comandou o processo de refundação da legenda que ele próprio comandara até então, a União por um Movimento Popular (UMP).

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