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Trump deve fazer anúncios após consultas no fim de semana

O presidente eleito também afirmou ter tido "apenas bons encontros com pessoas muito boas" no domingo (20/11)

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postado em 21/11/2016 14:20

Drew Angerer

 

O presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump se preparava nesta segunda-feira para anunciar os nomes das pessoas selecionadas para a sua futura administração, após um final de semana de consultas e reuniões com os candidatos em um de seus campos de golfe perto de Nova York.

Novos nomes serão anunciados em breve, como parte do futuro governo americano a tomar posse em 20 de janeiro? "Provavelmente verdade", respondeu Trump, entrevistado antes de jantar em seu clube de golfe de Bedminster, Nova Jersey, afirmando que ele havia concluído "um ou dois acordos" com alguns candidatos.

Ele também afirmou ter tido "apenas bons encontros com pessoas muito boas" no domingo.

 

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O bilionário retornou a um de seus apartamentos da Trump Tower, em Manhattan, no domingo à noite, mas não deu nenhuma pista sobre quando fará esses novos anúncios.

Até à data, Trump designou um punhado de homens contestados pelos democratas e associações de direitos civis - para a Justiça, nomeou Jeff Sessions e para a CIA Mike Pompeo. Mas também teve o cuidado de abrir o círculo de consultas, recebendo republicanos moderados, antigos inimigos, membros da sociedade civil e empresários.

Domingo de manhã, Trump elogiou o general da reserva James Mattis, veterano das guerras no Iraque e Afeganistão, após recebê-lo em Bedminster no sábado.

"Um verdadeiro general entre os generais!", "um possível secretário de Defesa", declarou Trump no Twitter.

'Medo dos muçulmanos'


O general Jack Keane disse à rádio NPR que foi convidado para o cargo de secretário de defesa, mas recusou por motivos pessoais. Ele disse que havia recomendado James Mattis e David Petraeus, um ex-general e chefe da CIA.

No sábado, o candidato republicano à eleição presidencial de 2012, Mitt Romney, também esteve em Bedminster. O vice-presidente eleito Mike Pence confirmou que o ex-inimigo de Donald Trump era um potencial futuro chefe da diplomacia.

Donald Trump realizou uma série de 12 encontros no domingo, incluindo com o governador de Nova Jersey Chris Christie, marginalizado dentro da equipe de transição, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, pretendente ao Departamento de Estado, e Kris Kobach, deputado anti-imigração do Kansas.

À espera de novos anúncios, a comitiva de Donald Trump se esforçava para defender determinadas nomeações já definidas, como a de Michael Flynn, ecolhido para ser conselheiro para a segurança nacional, que escreveu no Twitter em fevereiro que "o medo dos muçulmanos é racional".

"Há claramente aspectos dessa religião que são problemáticos", disse Reince Priebus, presidente do Partido Republicano e futuro secretário-geral da Casa Branca à ABC.

'Nada de Estados Unidos fascistas!'


O braço direito de Donald Trump também teve que defender seu chefe após a revelação de que o bilionário tinha se reunido esta semana com três empreendedores imobiliários indianos com os quais trabalha a organização Trump, levantando a questão de conflitos de interesses entre o presidente republicano e seus negócios.

"Vamos respeitar todas as leis, e o diretor jurídico da Casa Branca irá rever qualquer questão", assegurou Reince Priebus.

Se o presidente Trump conseguiu dissipar a atmosfera de improvisação dos primeiros dias, ele continua a causar problemas por seus comentários no Twitter. No domingo, ele atacou o programa satírico Saturday Night Live, onde Alec Baldwin interpreta seu personagem.

"O programa é completamente tendencioso", denunciou. "Não tem graça. Tempo de resposta igual para nós?"

Domingo à noite, na cerimônia de apresentação dos American Music Awards, a banda de rock Green Day também atacou fortemente Trump: "Nada de Trump! Nada de KKK (Ku-Klux-Klan)! Nada de Estados Unidos fascistas", lançou no palco o vocalista do grupo Billy Joe Armstrong.

 

Por Agência Estado

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