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Forte terremoto atinge nordeste do Japão, com alerta de tsunami

De acordo com a empresa Tepco, operadora da central onde ocorreu um dos piores desastres nucleares do mundo, um tsunami de um metro se aproxima do litoral, em cujas margens fica a usina afetada em 2011

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postado em 21/11/2016 22:24

Um forte terremoto sacudiu o nordeste do Japão na manhã desta terça-feira (22/11, data local), levando a agência meteorológica japonesa a lançar um alerta de tsunami para o litoral da região, que inclui a província de Fukushima.
 
 
De acordo com a empresa Tepco, operadora da central onde ocorreu um dos piores desastres nucleares do mundo, um tsunami de um metro se aproxima do litoral, em cujas margens fica a usina afetada em 2011.

A Agência Geológica dos Estados Unidos reportou que o tremor, de 6,9 graus de magnitude e registrado a uma profundidade rasa de 11,3 quilômetros, ocorreu pouco antes das 6h de terça-feira (22/11) no horário local (19h de segunda-feira no horário de Brasília), no Pacífico, na costa de Fukushima.

Inicialmente, a agência japonesa estimou a magnitude do terremoto em 7,3 graus, e a profundidade, a 10 km.

Em entrevista coletiva concedida em Tóquio, o secretário-geral do Gabinete e porta-voz do governo, Yoshihide Suga, informou que nenhum dano significativo foi detectado nas usinas nucleares na região afetada pelo tremor.

"Nenhum dano importante foi reportado nas usinas Fukushima Daiichi, ou Onagawa, na prefeitura de Miyagi", afirmou.

Segundo a agência Kyodo News, um incêndio foi relatado em um complexo petroleiro na cidade de Iwaki, mas havia sido controlado.

"Foi um terremoto bem forte, mas não recebemos qualquer informe de feridos", disse Nobuyuki Midorikawa, alto funcionário da cidade de Iwaki, ao sul da usina Fukushima Daiichi.

Mais cedo, a TV pública NHK interrompeu imediatamente sua programação para difundir as informações das autoridades.

"Um tsunami está a caminho. Fujam, avisem seus vizinhos", declarou um jornalista do canal.

As autoridades ativaram o alerta de tsunami para a costa da prefeitura de Fukushima, e um alerta menor para outras regiões do nordeste do país, da ilha de Hokkaido, ao norte, até a costa de Tóquio.

O governo abriu uma célula de crise para dar informações e orientar as equipes de emergência, os municípios e a população.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, soube do terremoto durante sua visita oficial à Argentina, onde assinou acordos comerciais com o presidente Mauricio Macri.

"Dei algumas instruções para que se ofereça ao povo japonês a informação de forma adequada e oportuna sobre o tsunami e também tomar conhecimento da situação dos danos causados", disse Abe, ao início de uma coletiva de imprensa no Hotel Emperador de Buenos Aires.

"Observou-se um tremor grande e foi dado o alerta de tsunami", declarou, segundo a tradução simultânea do japonês para o espanhol, oferecida aos jornalistas presentes na coletiva.

O premiê pediu ainda que sejam tomadas "as medidas necessárias para desastres" desse tipo.

O Japão se situa na junção de quatro placas tectônicas e experimenta uma série de tremores violentos a cada ano.

Em março de 2011, um terremoto de 9,0 graus de magnitude provocou um tsunami na costa nordeste do Japão, deixando mais de 18 mil mortos, ou desaparecidos, e derretendo três reatores da usina nuclear de Fukushima. O episódio provocou a liberação de uma grande quantidade de material radioativo.

Em abril passado, dois fortes terremotos atingiram a província de Kumamoto, no sul do Japão, e foram seguidos por mais de 1.700 tremores secundários. Pelo menos 50 pessoas morreram, e danos generalizados foram registrados.
 
Por France-Presse 

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