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Trump elege mulheres para cargos importantes no novo governo

Donald Trump indica a governadora da Carolina do Sul para representar o país na ONU e uma bilionária filantropa para a pasta da Educação. E confirma que um médico negro poderá assumir a Habitação

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Drew Angerer


Donald Trump foi acusado de ser misógino e racista durante a campanha pela Casa Branca, mas sua equipe de governo não será formada só por homens brancos. Na véspera do Dia de Ação de Graças, celebrado hoje, o presidente eleito anunciou a escolha de duas mulheres para posições importantes: a milionária Betsy DeVos, no Departamento de Educação, e a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, como embaixadora nas Nações Unidas. Para preencher mais um requisito na categoria diversidade, Trump confirmou que está considerando escolher o neurocirurgião aposentado Ben Carson, um negro, para o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano. “Cheguei a conhecê-lo muito bem. É uma pessoa talentosa, que sente amor pelas pessoas”, considerou o presidente eleito.

Se a inclusão de Carson, que declarou apoio a Trump logo que desistiu das primárias republicanas, era esperada, Haley foi quase uma surpresa. Nimrata Nikki Randhawa, 44 anos, filha de imigrantes indianos, apoiou na disputa interna os senadores Marco Rúbio e Ted Cruz. Durante a campanha pela Casa Branca, fez duras críticas ao candidato do partido. Apesar das diferenças públicas com Trump, aceitou o convite. “Nosso país enfrenta desafios enormes, em casa e internacionalmente. Estou honrada que o presidente eleito tenha me selecionado para integrar seu time, como embaixadora para ONU, e servir ao país que amamos”, comunicou.

A indicação para a ONU, a dois meses da posse e antes da escolha do secretário de Estado, é incomum para presidentes dos EUA. Diferentemente da atual embaixadora, Samantha Powers, Haley não tem no currículo experiências internacionais. O presidente eleito justificou a escolha ao destacar seu “respeitado” desempenho como governadora e o fato de ter conduzido negociações com empresas estrangeiras para atrair empregos e investimentos para a Carolina do Sul. “Ela provou ter um histórico de unir as pessoas, independentemente de filiações partidárias, para avançar em políticas críticas para o bem de seu estado e do nosso país. Ela também provou ser uma negociadora, e esperamos firmar muitos acordos”, escreveu Trump.

No plenário das Nações Unidas e no Conselho de Segurança, as habilidades da governadora devem ser testadas em tratativas sobre temas estratégicos, novos para ela. Em especial, ela deve defender as posições controversas do presidente eleito sobre o aquecimento global e enfrentar as divergências com a Rússia sobre a guerra civil na Síria.

 

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