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Transição eminente de poder é prova de fogo para o "socialismo atualizado"

Por 10 anos, Raúl Castro conduziu sob a sombra do irmão um programa de reformas para tirar da estagnação a economia. Em 2018, ele entrega o poder aos herdeiros da revolução

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postado em 27/11/2016 08:00

Silvio Queiroz

Omara Garcia Mederos/ACN/AFP - 19/4/16

Uma geração nascida e criada sob o regime instalado pela revolução de 1959, que respirou a atmosfera da Guerra Fria e assistiu ao fim da União Soviética e do bloco socialista do Leste Europeu, tem seu encontro marcado com a história — agora que Cuba avança para normalizar relações com os Estados Unidos, inimigos de meio século, e se integra na economia globalizada. Em fevereiro de 2018, Raúl Castro termina o mandato como presidente dos conselhos de Estado e de Ministros e passa o comando ao sucessor a ser escolhido pela Assembleia Nacional. Seja quem for, já não será um dos veteranos da Serra Maestra e do grupo de dirigentes que conduziu o país por quase seis décadas, à sombra de Fidel.

A “transição geracional”, como vem sendo chamada desde que a questão se colocou, com o afastamento do Comandante, representa a face mais exterior e visível de um programa de reformas implementado por Raúl desde que assumiu as funções do irmão mais velho, em 2006. O lema geral das mudanças, que abrangem elementos cruciais da ordem econômica e múltiplos aspectos da vida social, é a “atualização do modelo socialista”, definida no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC), em 2011. Cinco anos mais tarde, o 7º Congresso fez um balanço cauteloso do andamento do processo: apenas 10% das metas estabelecidas no encontro anterior tinham sido cumpridas.

“A política econômica está mudando, mas muito lentamente”, analisa Peter Hakim, presidente honorário do think tank Diálogo Interamericano, com sede em Washington. Atualmente, 1 milhão de cubanos (cerca de 20% da população ativa) trabalham como autônomos ou são funcionários do incipiente setor privado, mas, por falta de estatísticas, não é possível ter uma radiografia dessa economia independente. “O governo diz que quer mudanças e abertura, mas insiste em manter o controle rígido da atividade. É uma contradição inerente”, diagnostica Hakim.

 

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