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Trump afirma que teria mais votos com dedução dos que 'votaram ilegalmente'

Trump usou as redes sociais hoje para descartar acusações de que sua vitória era ilegítima, atacando os críticos que apontam a liderança de mais de 2 milhões de votos de Clinton

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postado em 27/11/2016 21:32 / atualizado em 27/11/2016 21:44

AFP / JIM WATSON


Funcionários em três estados decisivos que deram ao presidente eleito, Donald Trump, sua margem de vitória na eleição realizada no começo do mês, estão se preparando para realizar recontagem de votos mesmo com a pressão de Trump e de seus assessores.

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A Comissão de Eleições de Wisconsin se reunirá nesta segunda-feira para aprovar um cronograma para uma recontagem, depois que a candidata do Partido Verde, Jill Stein, teve sua solicitação aprovada. Na Pensilvânia, a campanha de Stein enfrenta um enorme obstáculo organizacional, com a lei estadual exigindo que seus apoiadores arquivem pedidos em mais de 9.000 distritos individuais em todo o estado até segunda-feira para forçar uma recontagem completa. E a campanha ainda está levantando fundos para um desafio em Michigan, que deve ser pedido até quarta-feira.

Trump usou as redes sociais hoje para descartar acusações de que sua vitória era ilegítima, atacando os críticos que apontam a liderança de mais de 2 milhões de votos de Clinton no voto popular nacional como evidência.

"Além de ganhar o Colégio Eleitoral com folga, eu ganhei o voto popular se você deduzir os milhões de pessoas que votaram ilegalmente", escreveu Trump, sem fornecer qualquer prova para a alegação. Não há evidência de votação generalizada por imigrantes ilegais. A votação é restrita apenas aos cidadãos americanos.

"Teria sido muito mais fácil para mim ganhar o chamado voto popular do que o Colégio Eleitoral, eu só faria campanha em três ou quatro estados, em vez dos 15 estados que eu visitei. Eu teria vencido ainda mais fácil e de forma mais convincente", completou.

A recontagem proposta provavelmente não alterará significativamente os resultados da dura campanha entre Trump e sua rival democrata Hillary Clinton, que o viu prevalecer apesar da liderança significativa no voto popular. Trump liderou em Wisconsin por pouco mais de 20.000 votos, em Michigan por quase 11.000 e na Pensilvânia por quase 71.000.

Hillary precisaria vencer nos três estados onde são pedidas as recontagens para ganhar a Casa Branca, com uma margem de mais de 100.000 votos - algo que até mesmo sua campanha reconhece que é impossível a não ser em caso de fraude generalizada ou adulteração.

Nenhuma recontagem jamais produziu um balanço tão grande em votos. O conselheiro geral da campanha disse sábado que eles não planejaram pedir uma recontagem, mas participariam do processo iniciado por Stein para garantir que os interesses Hillary estavam representados durante o processo.

"Fazemos isso plenamente conscientes de que o número de votos que separam Donald Trump e Hillary Clinton no mais próximo desses estados - Michigan - é bem maior que a maior margem já superada em uma recontagem, mas independentemente do potencial de mudar o resultado em qualquer dos estados, achamos importante, em princípio, garantir que nossa campanha esteja legalmente representada em qualquer processo judicial e representada nos estados, a fim de monitorar a recontagem", escreveu o advogado Marc Elias.

O envolvimento da campanha de Hillary nos esforços para recontar votos provocou uma reação furiosa de Trump e outros republicanos Em uma declaração durante o fim de semana, Trump chamou o esforço "ridículo", e disse ser um "esquema" feito por Stein para levantar fundos e se tornar mais conhecida.

Por France Presse

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