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Guterres quer ONU com "respeito total pelos direitos humanos"

O próximo secretário-geral da ONU defendeu uma organização "mais ágil" e "menos burocrática", capaz de "evitar situações dramáticas", como as registradas recentemente de violação dos direitos das mulheres e das crianças

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postado em 28/11/2016 10:17 / atualizado em 28/11/2016 10:27

AFP / DANIEL LEAL-OLIVAS


O secretário-geral eleito da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse hoje desejar que as forças de manutenção da paz da ONU sejam "melhor treinadas" e comprometidas com o "respeito total pelos direitos humanos", acrescentando que quer uma organização mais centrada nas pessoas.

"Precisamos que as nossas forças de manutenção da paz estejam melhor equipadas, melhor treinadas e mais atentas às necessidades e ao respeito total pelos direitos humanos", afirmou, em entrevista em Pequim.

O próximo secretário-geral da ONU defendeu uma organização "mais ágil" e "menos burocrática", capaz de "evitar situações dramáticas", como as registradas recentemente de violação dos direitos das mulheres e das crianças.

Os Capacetes Azuis, da ONU, foram este ano atingidos por denúncias de abusos sexuais, incluindo crianças, durante missões de manutenção da paz, especialmente na República Centro-Africana e na República Democrática do Congo.

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Guterres disse ainda desejar que os diferentes instrumentos da ONU "trabalhem com o mesmo objetivo" e fiquem sujeitos a "avaliação pública e independente".

O antigo primeiro-ministro de Portugal, que se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, destacou a contributo da China para a organização que dirigirá a partir do próximo ano.

"A China é hoje um dos maiores financiadores da ONU e de suas ações. Ao mesmo tempo, dá importante contribuição para as nossas missões de manutenção da paz e mais iniciativas que serão anunciadas em breve", afirmou.

Pequim é quem mais contribui com as forças de manutenção da paz, entre os membros permanentes do Conselho da Segurança, contando com mais de 30 mil pessoas em 29 diferentes missões.

Guterres considerou que o país asiático "é hoje um pilar sólido do multilateralismo no mundo" e um "fantástico motor de crescimento da economia mundial", que "precisa de paz e segurança".

Pequim pode ser um "mediador muito importante", unindo partes que "estão envolvidas ou que suportam conflitos, em diferentes partes do mundo", realçou.

O português vai assumir o lugar de secretário-geral das Nações Unidas, por um período de cinco anos, a partir de 1º de janeiro de 2017.

Guterres visita Pequim depois de ir a Moscou, onde reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin. A visita é parte de uma viagem por cinco capitais dos países-membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Por Agência Brasil

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