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Dois padres e dois funcionários de escola argentina presos por pedofilia

Após a denúncia e mais de 30 testemunhas, o promotor Fabricio Sidoti disse à rádio Nihuil que os dois sacerdotes e outros dois suspeitos foram indiciados pelos crimes de "abuso sexual agravado e corrupção de menores"

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postado em 30/11/2016 16:53

Buenos Aires, Argentina -A mãe de uma criança com deficiência auditiva revelou que seu filho foi forçado a fazer sexo oral com outros alunos de uma escola enquanto a cena era observada por funcionários e dois padres, que foram detidos, informou nesta quarta-feira uma fonte judicial.

Após a denúncia e mais de 30 testemunhas, o promotor Fabricio Sidoti disse à rádio Nihuil que os dois sacerdotes e outros dois suspeitos foram indiciados pelos crimes de "abuso sexual agravado e corrupção de menores".

Os fatos teriam acontecido no Instituto Provolo, dedicado ao ensino de crianças com dificuldades ou deficiência auditiva de cinco a 12 anos. Ele está localizado na cidade de Mendoza, cerca de 1.000 km a oeste de Buenos Aires.

De acordo Sidoti, o testemunho da mãe, identificada apenas como Cinthia, foi o seguinte: "Eles forçaram o meu filho a fazer sexo oral com outros alunos. Os padres e funcionários observavam". As vítimas têm entre 10 e 12 anos.

"Os meninos relataram que eram levados a um lugar chamado a 'casinha de Deus', e que os acusados observavam através das frestas da porta", segundo o promotor.

Os quatro presos são um padre de 82 anos e outro de 55 anos, um colaborador e um homem que era zelador e jardineiro.

"Os meninos obrigado a testemunhar os atos também foram vítimas diretas de abuso infantil", disse o promotor.

O instituto proibia seus alunos de utilizarem a linguagem de sinais, que é natural entre os deficientes auditivos. Eles deviam fazer um esforço para falar, apesar de não conseguirem pronunciar uma palavra.

Todos os estudantes foram tirados da instituição. Nem eles nem as suas famílias podem ter contato com os religiosos, como solicitado pelas autoridades educacionais da província de Mendoza.

Por France Presse

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