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Bangcoc expulsa vendedores ambulantes das principais avenidas

O governo insiste que os vendedores ambulantes perturbam o espaço público e deixam pouco espaço aos pedestres

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postado em 18/04/2017 07:32

Bangcoc, Tailândia - Os vendedores ambulantes serão expulsos das grandes avenidas de Bangcoc, anunciou o governo municipal, que organiza uma campanha de limpeza urbana que desagrada muitos habitantes da capital tailandesa. Os milhares de vendedores de rua, que oferecem de sopas até brinquedos sexuais, são parte da atração turística de Bangcoc e dão um toque folclórico a esta metrópole de 12 milhões de habitantes.

Mas a elite da capital tailandesa e a prefeitura estão decididas a seguir os passos de Cingapura, que nos anos 1980 expulsou das ruas todos os vendedores ambulantes. "Todas as barracas, de roupas, de produtos falsificados e de comida, serão proibidas nas principais avenidas da cidade", afirmou Wanlop Suwandee, conselheiro do prefeito de Bangcoc.
 
 
"Não serão mais permitidos por motivos de ordem pública e higiene", completou. O governo insiste que os vendedores ambulantes perturbam o espaço público e deixam pouco espaço aos pedestres. As barracas de comida, no entanto, são muito populares entre os turistas e muitos moradores da cidade. Além disso, representam uma opção barata, já que uma tigela de macarrão com frango custa apenas 35 bahts (menos de um euro).

"Retirar os vendedores é como suprimir a nossa cultura", lamentou Chiwan Suwannapak, que trabalha em uma agência de turismo de Bangcoc. Muitos temem que a medida afete o turismo. Algumas avenidas simbólicas, como a rua Khao San, em um bairro com hotéis baratos para turistas de poucos recursos, é um paraíso dos vendedores de CD piratas e bolsas falsas de marcas de luxo.

Há dois anos a prefeitura de Bangcoc anunciou que a cidade tinha 20.000 vendedores de rua registrados. No ano 2000, um estudo mencionou mais 400.000 vendedores ambulantes. A operação "as avenidas para os pedestres" coincide com uma política geral de "limpeza" da imagem da Tailândia desde o golpe de Estado militar de maio de 2014.
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