Almagro pede respeito a manifestantes na Venezuela e denuncia milícias

Após três semanas de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, que deixaram cinco mortos, feridos e mais de 200 detidos, os temores de novos incidentes crescem na véspera das manifestações pró e contra o governo chavista

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postado em 18/04/2017 18:55

As autoridades venezuelanas devem respeitar os protestos da oposição previstos para a quarta-feira, declarou nesta terça o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, advertindo que o governo está distribuindo armas entre os civis.



"As manifestações pacíficas são um instrumento de paz, democracia e liberdade. Por isto, amanhã, dia 19 de abril, os direitos do povo (...) devem prevalecer sobre qualquer lógica de política repressiva", disse Almagro em nota oficial.

Após três semanas de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, que deixaram cinco mortos, feridos e mais de 200 detidos, os temores de novos incidentes crescem na véspera das manifestações pró e contra o governo chavista em Caracas.

Os opositores estabeleceram 26 pontos de partida para os manifestantes, cujo objetivo será chegar à Defensoria do Povo, um bastião chavista no centro de Caracas. Os partidários de Maduro afirmam que não permitirão o acesso à zona, onde realizarão seu ato.

 

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Neste contexto de tensão, Maduro anunciou na véspera a ampliação da milícia bolivariana para 500 mil civis armados.

"As recentes ações do regime de distribuir armas entre civis e animá-los ao confronto constitui uma ação repressiva homicida que incita à violência", advertiu Almagro, pedindo ao governo que "reverta  absolutamente este posicionamento".

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