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Coreia do Norte fracassa em tiro de míssil

Seul está analisando dados para determinar que tipo de míssil foi lançado e seu alcance estimado

Agência France-Presse
postado em 28/04/2017 22:50
A Coreia do Norte realizou um teste fracassado de míssil balístico neste sábado (horário local), no momento em que Washington acentua sua pressão para enfrentar a "ameaça nuclear" norte-coreana.

De acordo com a agência de notícias Yonhap, citando um comunicado do Exército sul-coreano, "a Coreia do Norte disparou um míssil não identificado de um sítio próximo a Buckchang, em Pyeongannam-do, na manhã deste sábado".

"A avaliação é que o tiro fracassou", acrescentou a agência.

Um oficial dos Estados Unidos confirmou o disparo de um míssil norte-coreano não identificado à AFP.

Segundo ele, o disparo ocorreu de uma base em terra, e foi um míssil de "tipo desconhecido e que não implica em ameaça". Teria explodido segundos após o lançamento.

Seul está analisando dados para determinar que tipo de míssil foi lançado e seu alcance estimado.

"O Comando do Pacífico dos Estados Unidos detectou o que avaliamos que foi o lançamento de um míssil norte-coreano, às 10H33 (hora do Havaí). O lançamento do míssil balístico aconteceu perto do campo de aviação de Pukchang", disse o porta-voz do Comando do Pacífico do Exército dos Estados Unidos (Pacom), comandante Dave Benham, em uma declaração.

"O míssil não saiu do território da Coreia do Norte", acrescentou.

O porta-voz indicou que o Comando de Defesa Aeroespacial Norte-Americano (Norad) determinou que o míssil não representava uma ameaça para a América do Norte.

O presidente americano, Donald Trump, qualificou no Twitter de "falta de respeito aos desejos da China e de seu altamente respeitado presidente o lançamento, sem sucesso, de um míssil hoje".

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, propôs uma campanha de pressão sem precedentes para forçar a Coreia do Norte a deter seu programa nuclear e balístico.

"Não agir agora diante do problema de segurança mais imediato do mundo pode ter consequências catastróficas", disse o chefe da diplomacia americana, durante uma reunião ministerial dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU.

"A ameaça de um ataque nuclear contra Seul e Tóquio é real e, provavelmente, é uma questão de tempo até que a Coreia do Norte desenvolva a capacidade para atacar o território americano", declarou o secretário de Estado.

Tillerson destacou no Conselho que "não há razão" para pensar que Pyongyang mudará seu rumo diante das atuais sanções multilaterais: "Chegou o momento de todos exercerem pressão sobre a Coreia do Norte para que abandone este perigoso caminho".

"Exorto este Conselho a agir antes que a Coreia do Norte o faça", disse Tillerson, para quem "todas as opções devem permanecer sobre a mesa".

Tillerson reiterou seu pedido a Pequim para que exerça "sua influência econômica" para obrigar Pyongyang a parar seus programas armamentistas.

"Devemos fazer a nossa parte, mas a China representa 90% do intercâmbio comercial norte-coreano".

Já o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu na ONU o diálogo com a Coreia do Norte como "a única opção correta" para tentar resolver a crise com Pyongyang.

o chanceler chinês advertiu contra ações militares em resposta à ameaça norte-coreana. "O uso da força não resolve as diferenças e só levará a maiores desastre", apontou.

No mesmo sentido, o vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, advertiu que "a retórica juntamente com um show imprudente de força levam a uma situação em que o mundo se pergunta se haverá ou não uma guerra".

"Uma medida mal interpretada pode levar a consequências das mais assustadoras e lamentáveis", alertou o ministro russo.

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