Trump faz críticas ao terrorismo e pede apoio dos países do Oriente Médio

Trump destacou a atuação militar como um mecanismo de combate ao terrorismo no mundo e nos Estados Unidos

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postado em 21/05/2017 16:10

AFP / MANDEL NGAN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um duro discurso contra o terrorismo em Riad, na Arábia Saudita. Durante sua primeira viagem internacional no cargo, Trump destacou os investimentos militares feitos pelos Estados Unidos "para proteger nosso povo" e também reforçou que os países muçulmanos compartilham da responsabilidade de combater o extremismo. 

"Jovens muçulmanos devem ter o direito de crescer sem medo", disse o presidente, convidando as nações muçulmanas a "expulsarem" os terroristas. "Está não é uma batalha entre diferentes crenças, diferentes seitas ou civilizações", ponderou "Essa é uma batalha entre o bem e o mal".

Trump destacou a atuação militar como um mecanismo de combate ao terrorismo no mundo e nos Estados Unidos. A fala veio alinhada com o anúncio de ontem, do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, de que o governo irá propor o maior aumento de gastos com defesa desde a gestão de Ronald Reagan (1981-1989). Nesta semana, Trump irá revelar a versão final de seu orçamento para o ano fiscal de 2018, que tem início em setembro.

Durante sua fala, Trump enfatizou também a importância de medidas para combater o financiamento de grupos terroristas. "Nós temos de cortar os canais financeiros que permitem o Estado Islâmico vender petróleo. Vamos deixar os extremistas pagarem pelos seus lutadores", afirmou. As armas químicas também voltaram à pauta durante o discurso, em que Trump destacou a necessidade de combater brutalidades como os ataques de armas químicas na Síria, atribuídas às forças de Bashar al-Assad, presidente da Síria. 

Entretanto, como apontado pela Casa Branca em uma prévia do pronunciamento, em sua fala o presidente norte-americano se limitou ao terrorismo e à parceria com os países do Oriente Médio. Trump não citou nada sobre os recentes escândalos envolvendo sua administração e supostas ligações com a Rússia.

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