EUA: Justiça diz não haver razão para 'demitir' procurador Mueller

Um amigo de Donald Trump afirmou na segunda-feira que o presidente considerava demiti-lo

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postado em 13/06/2017 16:51

O número dois do Departamento de Justiça, Rod Rosenstein, assegurou nesta terça-feira que o presidente Donald Trump não tem motivos nem intenções de demitir Robert Mueller, o procurador especial e independente que investiga a suspeita de conluio entre a Rússia e o comitê de campanha de Trump para influenciar as eleições presidenciais americanas.



Um amigo de Donald Trump afirmou na segunda-feira que o presidente considerava demiti-lo.

Teoricamente, Rosenstein tem a possibilidade de interromper a missão de investigação que ele mesmo confiou a Mueller, mas, interrogado nesta terça-feira no Senado sobre um eventual projeto secreto para minar essa investigação descartando o procurador, respondeu: "não existe nenhum projeto ao qual ele esteja vinculado".

Questionado sobre o que faria caso o presidente Trump lhe pedisse para destituir Mueller, Rosenstein respondeu: "apenas cumprirei instruções se considerar que são legais e adequadas".

O diretor-executivo da Newsmax Media e amigo de Trump, Christopher Ruddy, disse na segunda-feira que o presidente estava considerando demitir Robert Mueller, um dia antes da apresentação do procurador-geral, Jeff Sessions, diante do Comitê de Inteligência do Senado, que investiga a trama russa.

Seus comentários foram feitos menos de uma semana após as explosivas afirmações do ex-diretor do FBI James Comey, diante do mesmo comitê, ao sugerir que Trump tentou interferir nessa investigação.

"Acredito que ele esteja considerando talvez demitir o procurador especial. Acredito que esteja considerando essa opção", disse Ruddy no programa "NewsHour", da emissora pública PBS, quando lhe questionaram se Trump deixaria que Mueller continuasse com seu papel na investigação sobre a Rússia.

"Pessoalmente, acredito que seria um erro importante", acrescentou.

 

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Um funcionário da Casa Branca enfatizou que Ruddy "fala em seu próprio nome", não em nome da administração Trump.

A CNN citou uma fonte próxima a Trump segundo a qual "muitas pessoas estariam aconselhando" que ele não demitisse Mueller, que também dirigiu o FBI entre 2001 e 2013.

O líder democrata do comitê, Adam Schiff, advertiu no Twitter que "se o presidente demitir Bob Mueller, o Congresso imediatamente o restabeleceria em seu posto. Não nos faça perder tempo".

O presidente demitiu Comey no início de maio. Dado que então diretor do FBI supervisionava a investigação sobre a Rússia e a possível colusão com a equipe de Trump, essa demissão levou muitas pessoas a se perguntarem se isso não poderia ser considerado como obstrução da Justiça.

Sessions, que recomendou em um memorando assinado que Comey fosse despedido, poderia utilizar o seu privilégio Executivo como uma forma de limitar o alcance do depoimento que deve prestar nesta terça-feira.

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