Tailândia proíbe ato de celebração do fim da monarquia absoluta

Nos últimos anos, um grupo de ativistas celebrou o início da monarquia constitucional depositando flores diante de uma placa que recorda os eventos de 1932 no bairro histórico da capital tailandesa

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postado em 16/06/2017 08:40

A polícia tailandesa ameaçou nesta sexta-feira deter os ativistas pró-democracia determinados a celebrar, em uma praça de Bangcoc, a revolução de 1932 que marca o fim da monarquia absoluta no país.



Nos últimos anos, um grupo de ativistas celebrou o início da monarquia constitucional depositando flores diante de uma placa que recorda os eventos de 1932 no bairro histórico da capital tailandesa.

Mas nas últimas semanas o local foi objeto de uma polêmica: a pequena placa desapareceu recentemente, o que provocou grande comoção entre os meios progressistas de Bangcoc.

A placa, que ficava na calçada, tinha a frase: "Aqui, na manhã de 24 de junho de 1932, o partido do povo deu nascimento à Constituição pelo progresso da nação".

No início de abril, estudantes perceberam que a placa havia sido roubada e substituída por outra, totalmente nova, que convocava a Tailândia a respaldar o budismo e a monarquia.

 

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Desde então, a junta militar, no poder desde o golpe de Estado de maio de 2014, se nega a abordar a questão.

Os generais, questionados sobre o roubo, pediram aos jornalistas que parassem de citar a questão. Ativistas dos direitos humanos que pediam uma investigação foram detidos.

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