Número de refugiados no Brasil aumentou quase 10% no último ano

A crise humanitária global é a mais grave desde a fundação da ONU, em 1945. Levantamento da ONU estima um recorde de 65,6 milhões de deslocados por conta de conflitos, violência e perseguições

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 19/06/2017 13:16

Nazeer Al-Khatib/AFP

 
Até o final de 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que existiam 9,6 mil pessoas refugiadas legalmente no Brasil, uma elevação de  9,3% em comparação a 2015. O número de pedidos de refúgio também registrou crescimento, de 23,6%. De acordo com o relatório Tendências Globais, divulgado nesta segunda-feira (19/6) pela entidade, 34,6 mil pessoas aguardavam na fila para serem atendidos em seus pedidos de asilo. O levantamento estimou um recorde de 65,6 milhões de deslocados em todo o mundo por conta de conflitos, violência e perseguições.

Além dessa população que se refugia no Brasil, outras 22 mil também são consideradas "indivíduos de interesse de proteção internacional", o que eleva a população a 68 mil. No cálculo entram, por exemplo, os haitianos, que não são considerados refugiados, mas ganharam vistos humanitários.

Na comparação com 2015, os números divulgados pelas Nações Unidas representam grande elevação. Naquele ano, existiam 8,7 mil refugiados legalmente registrados, com uma fila de casos de 20,8 mil indivíduos. Apesar disso, o país tem uma população pequena de refugiados comparado à sua população e mesmo em comparação a países vizinhos.

A crise humanitária é a mais grave desde a fundação da ONU, em 1945. Outro dado alarmante do estudo divulgado hoje é quanto à quantidade de crianças em deslocamento. Elas representam, segundo a ONU, a metade dos refugiados de todo o mundo. "Continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido à sua elevada vulnerabilidade", diz o relatório ao destacar que o número registrado possivelmente subestime a real situação. Cerca de 75 mil solicitações de refúgio foram feitas por crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais.

A Síria continua no topo da lista de países de onde a população foge por conta de conflitos civis que ocorrem há sete anos. De acordo com o levantamento, são 12 milhões de pessoas que ou estão deslocadas dentro do país ou foram forçadas a fugir e hoje são refugiados ou solicitantes de refúgio. O número representa quase dois terços da população. Na conta também entra a situação de refugiados palestinos, colombianos (7,7 milhões) e afegãos (4,7 milhões), seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões) e sul-sudaneses. 

Com informações da Agência Estado

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.