Nações Unidas pedem justiça e reconciliação após reconquista de Mossul

O Estado Islâmico (EI) "forçou dezenas de milhares de habitantes da cidade e áreas circundantes a deixar suas casas e os usaram como escudos humanos, o que constitui um crime de guerra", indicou comissário da ONU

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postado em 11/07/2017 08:48

O alto comissário da ONU para os direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, lançou nesta terça-feira (11/7) um convite à "reconciliação" e "justiça" após a reconquista da cidade de Mossul pelas forças do governo iraquiano. O Iraque "deve agora enfrentar vários desafios em termos de direitos Humanos", afirmou Zeid em um comunicado divulgado em Genebra. 

"Se estas questões não forem resolvidas poderia desencadear mais violência e sofrimento para os civis", acrescentou. "As mulheres, crianças e homens de Mossul viveram o inferno na Terra e sofreram atos atrozes de perversão e crueldade", insistiu Zeid.


O Estado Islâmico (EI) "forçou dezenas de milhares de habitantes da cidade e áreas circundantes a deixar suas casas e os usaram como escudos humanos, o que constitui um crime de guerra", indicou. "Os combatentes podem continuar matando e aterrorizando com ataques e sequestros", alertou Zeid, que disse que o Daesh (acrônimo para Estado Islâmico em árabe) pode ser considerado "culpado de crimes internacionais".

Ele cita em particular o rapto de 1.636 mulheres e meninas e de 1.733 homens e meninos da comunidade Yazidi, sobre os quais não se têm notícias. Desde que possível, o governo iraquiano vai precisar restaurar o Estado de direito e "garantir que os direitos Humanos e as necessidades fundamentais dos civis nas áreas reconquistadas sejam respeitadas", conclui o comunicado Zeid.
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