EUA quer manter presença no Iraque após derrota do EI

Atualmente há mais de 5.000 militares dos Estados Unidos no Iraque, muitos deles assessores dos serviços de segurança iraquianos

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postado em 11/07/2017 19:47

Os Estados Unidos querem manter sua presença militar no Iraque, juntamente com a coalizão que reúne vários países, depois da derrota do grupo Estado Islâmico (EI), disse nesta terça-feira (11/7) um comandante do Exército americano.
 
 
O general Stephen Townsend explicou que o governo do Iraque expressou seu interesse de que o governo dos Estados Unidos e a coalizão permaneçam no país.

"Nosso governo também está interessado nisso. Vários governos da coalizão expressaram um interesse em se unir neste esforço", declarou Townsend, de Bagdá, durante uma videoconferência.


"Eu anteciparia que haverá uma presença da coalizão aqui depois da derrota do ISIS", disse, usando o acrônimo do grupo EI.

Depois que o então presidente americano Barack Obama completou a retirada das tropas do Iraque em 2011, as forças de segurança iraquianas se enfraqueceram rapidamente sob o comando do primeiro-ministro Nouri Al-Maliki.

Quando o EI atacou, em 2014, os militares foram incapazes de se defender. Muitas unidades fugiram diante da falta de armamentos e veículos.

"Todos vimos o que aconteceu no final de 2011, quando os Estados Unidos e a coalizão saíram do Iraque na última vez, e viram como se desenrolaram os três anos intermediários. Não acredito que queiram repetir isto", afirmou Townsend.

As autoridades iraquianas comemoraram após declararem que as suas forças de segurança expulsaram o EI de seu antigo reduto de Mossul. Mas a celebração foi ofuscada pelo fato de que a luta continuará em outra parte.

"Ainda há redutos de resistência em Mossul, esconderijos e bombas que levarão semanas para serem limpos, assim como enclaves do ISIS em Hawijah e no oeste de Anbar", disse Townsend.

Atualmente há mais de 5.000 militares dos Estados Unidos no Iraque, muitos deles assessores dos serviços de segurança iraquianos.

Townsend declarou que espera que a presença militar seja menor no futuro e que as tropas fiquem nas bases americanas já existentes.

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