Oposição venezuelana anuncia greve de 24 horas na quinta-feira

Ação faz parte de estratégia para acelerar um desenlace do conflito, após conseguir o voto de 7,2 milhões de pessoas em um plebiscito simbólico que realizaram no domingo contra o presidente e sua Constituinte

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postado em 17/07/2017 16:31

Carlos Vieira/CB/D.A Press

 
A oposição venezuelana convocou uma greve cívica nacional de 24 horas na próxima quinta-feira para pressionar o presidente Nicolás Maduro a retirar a convocatória de uma Assembleia Nacional Constituinte, após conseguir um voto maciço de rejeição em um plebiscito simbólico.
 
 
"Convocamos todo o país a realizar nesta quinta-feira (17/7), em protesto maciço e sem violência, uma greve cívica nacional ativa de 24 horas como mecanismo de pressão e preparação para a escalada definitiva que será na semana que vem", disse o dirigente opositor Freddy Guevara.

Guevara afirmou que a greve cívica - paralisação de atividades formais e informais - faz parte da escalada dos protestos que começaram há quase quatro meses e deixaram 96 mortos, para "enfrentar a fraude constituinte e conseguir a restituição da ordem constitucional" na Venezuela.


Além disso, os partidos da coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) assinarão na quarta-feira (19/7) um compromisso para a conformação de um futuro "governo de união nacional".

Apesar do anúncio da sua ofensiva, Guevara assegurou que a MUD está disposta a dialogar, desde que o governo retire a convocatória a uma eleição, prevista para 30 de julho, dos 545 membros da Assembleia Constituinte.

"Se o regime acatar a decisão soberana do povo, retirar sua proposta constituinte, os venezuelanos e sua liderança estão dispostos (...) a discutir de maneira aberta e transparente, sem manipulações nem enganos, de frente para o país com propostas sérias", apontou.

Essas ações marcam o início do que a MUD chama de a "hora zero", uma estratégia para acelerar um desenlace do conflito, após conseguir o voto de 7,2 milhões de pessoas em um plebiscito simbólico que realizaram no domingo contra o presidente e sua Constituinte.

O governo questionou esses resultados, apontando que o processo não é vinculante e é "ilegal" por não ter o aval do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que a oposição acusa de servir ao governo. 

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