Brasil pede à Venezuela que cancele Constituinte

Oposição venezuelana afirma que cerca de 7,2 milhões de venezuelanos votaram contra o presidente Nicolás Maduro e sua convocatória a uma Assembleia constituinte

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postado em 17/07/2017 16:39 / atualizado em 17/07/2017 16:46

JUAN BARRETO

 
O Brasil pediu nesta segunda-feira (17/7) ao governo venezuelano que cancele a convocatória à Assembleia Constituinte, depois de mais de sete milhões de cidadãos rejeitarem, segundo a oposição, a iniciativa em um plebiscito simbólico celebrado neste domingo (16/7). 
 
 
As regras da Constituinte "violam o direito ao sufrágio universal e ao próprio princípio de soberania popular", afirmou a chancelaria brasileira em um comunicado.

"O elevado nível de participação no plebiscito organizado ontem, dia 16, pela Assembleia Nacional foi mostra inequívoca da vontade do povo venezuelano de pronta restauração do estado democrático de direito no país", acrescentou o Itamaraty.


Segundo a coalizão opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD), que organizou o plebiscito sem o aval do poder eleitoral, cerca de 7,2 milhões de venezuelanos votaram contra o presidente Nicolás Maduro e sua convocatória a uma Assembleia constituinte, cujos integrantes serão eleitos em 30 de julho.

No domingo, uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas em um ataque com armas de fogo contra eleitores em um bairro popular do oeste de Caracas. 

O Brasil condenou esses episódios e voltou a pedir a "restauração das competências da Assembleia Nacional" - o Parlamento, hoje de maioria opositora - e a "libertação de todos os presos políticos". 

O governo brasileiro espera que o resultado do plebiscito leve a "uma negociação efetiva a favor da paz e da democracia na Venezuela".
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