Combates entre as forças curdas e rebeldes deixam 15 mortos na Síria

Os combates começaram na segunda-feira (17/7) nas proximidades do povoado de Ain Daqna, controlado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, mas que as facções rebeldes apoiadas pela Turquia querem recuperar, informou a ONG

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postado em 18/07/2017 13:47

Quinze rebeldes morreram nesta terça-feira (18/7) em combates com as forças curdas no norte da Síria, país devastado por uma guerra cada vez mais complexa, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os combates começaram na segunda-feira (17/7) nas proximidades do povoado de Ain Daqna, controlado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, mas que as facções rebeldes apoiadas pela Turquia querem recuperar, informou a ONG. "Desde segunda-feira, quinze rebeldes morreram e quatro membros das FDS ficaram feridos", anunciou a fonte, que se apoia em uma ampla rede de fontes no país em conflito desde 2011.

O povoado de Ain Daqna está, desde fevereiro, sob controle das FDS, aliança de combatentes curdos sírios e árabes que luta principalmente contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) com o apoio da coalizão internacional liderada por Estados Unidos. Ain Daqna está localizada na província de Aleppo, em uma área reivindicada pelos dois atores. Em um comunicado, os rebeldes, que combatem sob o nome "Ahl al Diyar", indicaram que atacaram Ain Daqna porque consideram as FDS como "ocupantes".

"Prometemos novos ataques rápidos. Faremos (as FDS) lamentarem pela ocupação desta terra e pelo deslocamento de milhares" de pessoas, informaram. Os confrontos entre os rebeldes, que combatem principalmente o regime de Bashar al-Assad, e as FDS são esporádicos.

Segundo um líder das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), principal integrante das FDS, nove corpos de rebeldes foram retirados da zona de combate e serão entregues ao Crscente Vermelho Sírio curdo. Desencadeado pela repressão durante manifestações pedindo reformas, o conflito na Síria, que inicialmente era travado entre o exército e os rebeldes sírios, tornou-se cada vez mais complexo ao longo dos anos com o envolvimento de grupos regionais, internacionais e jihadistas.

A guerra já deixou mais de 330.000 mortos e milhões de deslocados. A vizinha Turquia apoia grupos rebeldes no norte da Síria para combater o EI e as YPG, que considera uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, classificado de "organização terrorista" por Ancara.

No resto do país, quatro pessoas morreram nesta terça-feira antes do amanhecer em um ataque suicida com carro-bomba contra um posto de controle da polícia curda (Assayech) no nordeste da Síria, de acordo com OSDH. O ataque aconteceu na província de Hassaka, a leste da Raqa e controlado principalmente pelos curdos. 
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