FMI aprova empréstimo de curto prazo de US$ 1,8 bilhão para a Grécia

No comunicado, o FMI não especificou os requisitos que serão exigidos da Grécia para o desembolso do empréstimo

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postado em 21/07/2017 12:06

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (20/7) a aprovação de um empréstimo-ponte de US$ 1,8 bilhão para a Grécia. Essa modalidade de empréstimo é feita a curto prazo, enquanto se negocia os termos de uma oferta de crédito a ser pago no longo prazo. A informação é da agência EFE.

A aprovação do empréstimo por parte do Comitê Executivo do FMI foi anunciada após dois anos de especulações se o órgão participaria do programa de resgate grego, um dos requisitos que tinham sido impostos pelos sócios e credores europeus do país.

O empréstimo de contingência, que o FMI esclarece que responde a um "princípio de acordo", equivale a 1,3 bilhões em direitos especiais de saque (a moeda nominal do órgão, composta por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene). Isso representa 55% da cota que a Grécia possui na instituição.

No comunicado, o FMI não especificou os requisitos que serão exigidos da Grécia para o desembolso do empréstimo. O FMI tem defendido que o programa de resgate ao país seja acompanhado de acordos para aliviar a dívida com os países credores de Atenas.

Volta ao mercado
As autoridades da Grécia expressaram a intenção de voltar a ter acesso ao mercado internacional em 2018. Mais cedo, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, destacou os "importantes progressos" obtidos pela Grécia. Mas, diante da cautela expressada pelo governo do país, disse que é Atenas que deve decidir se volta ao mercado de capitais.

O BCE deixou de aceitar a dívida da Grécia como garantia nas suas operações de refinanciamento em meados de fevereiro. Desde então, os bancos gregos dependem de liquidez de emergência, que é mais cara.

O financiamento da dívida grega tem ficado cada vez mais complicado. Dada a magnitude dos valores, a avaliação é de que a Grécia não conseguirá quitar toda a dívida sem que os credores abram mão de parte do que têm para receber.
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