Rússia: sanções dos EUA ameaçam 'destruir perspectivas de normalização'

Ontem, a Câmara de Representantes adotou por esmagadora maioria um projeto de lei com novas sanções à Rússia, conseguindo irritar Moscou e a Europa, já que pode prejudicar empresas europeia

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/07/2017 08:51

A adoção de novas sanções por parte da Câmara de Representantes dos Estados Unidos ameaça "destruir as perspectivas de normalização" das relações com Moscou - denunciou um vice-ministro russo nesta quarta-feira (26/7).

"O que está acontecendo não entra no senso comum. Os autores e patrocinadores desse projeto de lei dão um passo muito grave na direção de uma destruição das perspectivas de normalização das relações com a Rússia", declarou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela agência pública de notícias TASS.

"Não vamos ceder à emoção. Vamos trabalhar na busca dos meios para avançar, (...) e buscar os meios para encontrar compromissos sobre os temas que são importantes para a Rússia, e creio que também para os Estados Unidos: a luta contra o terrorismo, a proliferação das armas de destruição em massa", insistiu.

Ontem, a Câmara de Representantes adotou por esmagadora maioria um projeto de lei com novas sanções à Rússia, conseguindo irritar Moscou e a Europa, já que pode prejudicar empresas europeias. A proposta ainda deve passar pelo Senado. O texto justifica as sanções à Rússia por sua suposta interferência na campanha eleitoral americana do ano passado, assim como pela anexação da Crimeia e pelas ingerências na Ucrânia.

O projeto de lei prevê um mecanismo inédito que incomoda particularmente a Casa Branca: os congressistas poderão se interpor, se o presidente Donald Trump decidir suspender as sanções à Rússia. Se o texto for aprovado no Senado, Trump ainda pode vetá-lo, mas bastará ao Congresso uma maioria de dois terços, em nova votação, para fazê-lo valer.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.