Estudantes da região de Caxemira protestam contra nova lei indiana

As autoridades fecharam todas as instituições educacionais como uma "medida preventiva" e também bloquearam o acesso à internet na região para impedir que ativistas usassem as redes sociais para organizar protestos

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postado em 01/08/2017 09:29

Tauseef Mustafa/ AFP - 1/8/2017


Protestos contra a Índia tomaram a região da Caxemira nesta terça-feira (1/8), após as forças do governo matarem dois militantes num tiroteio e outro manifestante durante um ato que pedia o fim da lei indiana. Os protestos se espalharam pela região e eram liderados, em sua maioria, por estudantes. 

Segundo o inspetor-geral da polícia, Muneer Ahmed Khan, os dois militantes foram mortos depois de a polícia e o exército isolaram a vila de Hakripora no começo da terça-feira. Conforme Khan, os militantes atiraram contra as tropas, desencadeando um tiroteio que durou pelo menos duas horas. 

De acordo com moradores, as tropas explodiram duas casas durante a operação. Conforme o tiroteio evoluía, moradores desafiaram o cerco e entraram em confronto com as forças do governo perto do campo de batalha, numa tentativa de ajudar os militantes a escaparem. Um jovem foi morto e várias pessoas ficaram feridas.

Grandes protestos contra a lei indiana se espalharam por diversas áreas da Caxemira, incluindo a principal cidade, Srinagar, na região do Himalaia. Gritando palavras de ordem, estudantes mataram aula e foram às ruas, até serem parados nas portas de escolas e faculdades. Tropas atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo, deixando vários feridos.

As autoridades fecharam todas as instituições educacionais como uma "medida preventiva" e também bloquearam o acesso à internet na região para impedir que ativistas usassem as redes sociais para organizar protestos. Nos últimos anos, residentes da Caxemira, a maioria jovens, demonstraram solidariedade com os rebeldes da região e procuraram protegê-los ao entrarem em confronto com as tropas do governo indiano nas ruas. 

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