Parlamento francês proíbe deputados de contratar familiares

Apesar disso, o texto deixa aberta a possibilidade de contratar pessoas que tenham "vínculo familiar" a partir de segundo grau

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 03/08/2017 09:14

Christophe Petit Tesson/Arquivo/EFE
O Parlamento da França proibiu nesta quinta-feira (3/8) definitivamente que os deputados contratem familiares como assistentes, uma medida que faz parte da lei de "moralização da vida pública". A medida votada na Assembleia Nacional também afeta ministros, senadores e cargos públicos locais, e impede a contratação dos familiares mais próximos (cônjuge, pais e filhos).

Apesar disso, o texto deixa aberta a possibilidade de contratar pessoas que tenham "vínculo familiar" a partir de segundo grau. O projeto de lei foi aprovado hoje com 383 votos a favor, três contra e 48 abstenções. A informação é da Agência EFE.

Esta proibição foi anunciada durante a campanha presidencial pelo atual chefe de Estado, Emmanuel Macron, depois que o ex-candidato conservador, François Fillon, foi acusado de dar emprego fictício a sua esposa durante décadas, como assistente parlamentar.

O Parlamento ainda deve votar, em 9 de agosto, o outro texto da lei "de moralização" que suprime a "reserva parlamentar", um fundo de 146 milhões de euros (R$ 538 milhões) que permite aos parlamentares financiar projetos locais, entre outras medidas.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.