Secretário dos EUA condena vazamentos de assuntos confidenciais à imprensa

Na quinta, o jornal The Washington Post publicou a transcrição de conversas telefônicas de Trump com seu colega mexicano, Enrique Peña Nieto, e com o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull

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postado em 04/08/2017 12:32

Washington, Estados Unidos  - O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, condenou nesta sexta-feira (4/8) o "assombroso número" de vazamentos de informações confidenciais à imprensa, incluindo a transcrição de uma conversa do presidente Donald Trump com seu colega mexicano e o primeiro-ministro australiano.

"Falando diretamente: estes vazamentos prejudicam o país", afirmou o Procurador-Geral, que informou que o departamento da Justiça também apresentou acusações contra quatro pessoas por divulgação de informações confidenciais. "Quem vazer informações desse tipo será investigado e processado", advertiu.

Na quinta, o jornal The Washington Post publicou a transcrição de conversas telefônicas de Trump com seu colega mexicano, Enrique Peña Nieto, e com o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull. Na conversa entre Trump e Turnbull há seis meses, os dois discutiram um acordo assinado por Camberra com a administração de Barack Obama sobre a acolhida - por parte dos Estados Unidos - de refugiados mantidos pela Austrália em centros de internação no Pacífico.

O presidente americano expressou sua insatisfação com um acordo chamado por ele de "estúpido". As gravações vazadas também mostram que Trump pressionou seu colega mexicano Peña Nieto para deixar de dizer publicamente que o México não pagará pelo muro fronteiriço. Sua construção foi uma das grandes promessas de campanha do então candidato republicano.

"Você não pode dizer mais que os Estados Unidos vão pagar pelo muro", disse Trump a Peña Nieto, de acordo com a transcrição de uma conversa entre os dois em 27 de janeiro, uma semana depois da posse do presidente americano. "Não pode dizer isso à imprensa", insistiu Trump, enfatizando: "tenho que fazer que o México pague pelo muro, tenho que fazer isso. Fiquei dois anos falando disso".
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