Força Armada venezuelana denuncia ataque "terrorista" contra base militar

Sete invasores foram capturados e "estão fornecendo dados"

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postado em 06/08/2017 11:55

A Força Armada venezuelana e o líder oficialista Diosdado Cabello denunciaram que "terroristas" atacaram neste domingo um forte militar em Valência, no norte do país, e asseguraram que a situação estava sob controle. "Nesta madrugada, terroristas entraram no Forte Paramacay em Valência, atentado contra a nossa FANB (Força Armada Nacional Bolivariana)", declarou Cabello em sua conta no Twitter.


O líder político e membro da Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro, indicou que após o ataque soldados foram enviados para "garantir a segurança interna". Sete invasores foram capturados e "estão fornecendo dados", informou o general Remigio Ceballos, comandante Estratégico Operacional, ressaltando que a FANB "repeliu com sucesso" este "ataque paramilitar terrorista criminoso".

"Nossa FANB atuou com máxima moral em defesa de sua honra, da paz e da pátria, controlando a situação", afirmou Cabello, vice-presidente do partido governista e capitão do Exército.

O líder chavista garantiu que a situação atual é "absolutamente normal no resto das unidades militares do país" e disse que "aqueles que sonham com o contrário vão fracassar". "Não poderão com a FANB, com sua moral nem com sua consciência constitucional. Agora procuram atacá-la com ataques terroristas. Não poderão!!!", tuitou o ministro da Defesa, o general Vladimir Padrino López.

O incidente foi revelado após a divulgação nas redes sociais e em vários meios de comunicação de um vídeo supostamente gravado em um destacamento militar em Valencia (a 180 km de Caracas), no qual um homem se apresentando como capitão declara "rebelião" contra o governo.

"Nós nos declaramos em rebelião legítima (...) denunciamos a tirania assassina de Nicolás Maduro. Esclarecemos que isto não é um golpe, esta é uma ação cívica e militar para restaurar a ordem constitucional", afirma o homem que se identificou como capitão Juan Caguaripano.

O homem aparece com outros 15 vestidos em uniforme militar, alguns armados. "Exigimos a formação imediata de um governo de transição e eleições gerais livres", declara, supostamente da 41ª Brigada Blindada de Valencia.

A Força Armada é o principal apoio de Maduro, que lhe deu grande poder político e militar. O alto comando reiterou em várias ocasiões sua "lealdade absoluta" ao governo e à revolução fundada pelo ex-presidente Hugo Chávez, falecido em 2013. Estes incidente acontecem em um contexto de grande tensão política na Venezuela e um dia depois da destituição da procuradora-geral Luisa Ortega pela Assembleia Constituinte. Em várias ocasiões, líderes da oposição pediram ao alto comando militar que retirasse o seu apoio a Maduro.
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