EUA: Líder republicano no Senado é novo alvo de Donald Trump

Depois de meses de negociações, os republicanos voltaram a fracassar no final de julho em sua tentativa de derrogar a reforma de saúde do ex-presidente Barack Obama, aprovada em 2010

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postado em 10/08/2017 13:00

 Nicholas Kamm / AFP - 08/08/2017


Washington, Estados Unidos - O novo alvo de Donald Trump é um dos pilares de seu Partido Republicano: Mitch McConnell, líder da bancada governista no Senado, é, aos olhos do presidente americano, culpado pelo fracasso na tentativa de derrubar o Obamacare. "Podem acreditar que Mitch McConnell, que gritou Revogar & Substituir durante sete anos, não conseguiu fazer isso. Devemos Revogar & Substituir o Obamacare!", tuitou o presidente nesta quinta-feira (10/8).

Depois de meses de negociações, os republicanos voltaram a fracassar no final de julho em sua tentativa de derrogar a reforma de saúde do ex-presidente Barack Obama, aprovada em 2010. Acabar com o Obamacare foi uma das principais promessas de campanha de Trump.

Em seus primeiros seis meses à frente do governo, Trump não conseguiu qualquer vitória legislativa, apesar de os republicanos controlarem pela primeira vez, desde 2006, as duas câmaras do Congresso e a Casa Branca. As divisões internas do partido dificultam qualquer avanço.

Mas o que desatou a fúria presidencial parecem ter sido certas declarações de McConnell, que criticou, em seu reduto eleitoral no Kentucky, a falta de conhecimento de Trump quanto ao funcionamento do Congresso. "Nosso novo presidente carece, evidentemente, de experiência nesse tipo de procedimento. Acho que tinha expectativas excessivas sobre a rapidez com que as coisas ocorrem no processo democrático", afirmou.

Trump não demorou a responder: "O senador Mitch McConnell disse que tenho 'expectativas excessivas', mas não acho isso", tuitou na madrugada de quarta. Além disso, McConnell se mostrou contrário ao uso que Trump faz do Twitter. "Não sou, nem nunca serei, um fã de seu uso do Twitter e já disse isso em privado. Acho que seria bom que o presidente fosse mais rigoroso em suas comunicações", criticou.
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