Ministra holandesa renuncia após morte de dois capacetes azuis no Mali

"Sou responsável politicamente e assumo a minha responsabilidade", declarou Jeanine Hennis após quatro horas de debates na Câmara Baixa do Parlamento

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postado em 03/10/2017 17:47

A ministra da Defesa holandesa se demitiu nesta terça-feira após a publicação de um relatório sobre os erros que causaram a morte de dois capacetes azuis holandeses no Mali durante um exercício no ano passado.



"Sou responsável politicamente e assumo a minha responsabilidade", declarou Jeanine Hennis após quatro horas de debates na Câmara Baixa do Parlamento.

"Deixo minha função de ministra da Defesa", acrescentou, antes de apresentar sua demissão ao rei Willem-Alexander.

Em julho de 2016, dois soldados morreram e outro ficou gravemente ferido durante um exercício em Kidal, no noroeste do Mali, quando um obus explodiu de forma inesperada.

A Holanda participa desde abril de 2015 da Missão da ONU no Mali (Minusma), que interveio no país africano em uma operação internacional contra grupos extremistas assentados ali, lançada por iniciativa da França.

Em seu relatório oficial sobre o acidente, o gabinete holandês de investigação para a segurança descobriu que os militares utilizavam obuses comprados em 2006.

Esses projéteis tinham elementos frágeis em sua concepção e "a umidade poderia penetrar" em seu interior, segundo o relatório. Somado ao calor, isso tornou "essas substâncias explosivas muito instáveis e sensíveis aos impactos", acrescentou.

No dia do acidente, o obus explodiu dentro do morteiro, e não no momento do disparo, detalharam os investigadores.

 

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"Em várias ocasiões, os riscos de segurança não foram reconhecidos ou suficientemente medidos (...). É inaceitável", declarou Hennis.

O comandante das Forças Armadas, Tom Middendorp, também deixou suas funções, indicou a ministra.

Hennis se demitiu a poucos dias do anúncio de um novo governo, no qual esperava-se que desempenhasse um papel central.

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