Missão da ONU na Colômbia verificará trégua com guerrilha do ELN

"Sabemos que isso é só o começo", disse o embaixador britânico Matthew Rycroft ao Conselho após a votação, destacando que o organismo atuou rapidamente para apoiar a trégua

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postado em 05/10/2017 18:01

O Conselho de Segurança da ONU decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (5/10) que a sua missão na Colômbia verificará também a trégua temporária iniciada há poucos dias com o ELN, última guerrilha ativa da América Latina.



O cessar-fogo bilateral, que começou em 1º de outubro e terminará em 9 de janeiro, ocorre após um acordo de paz histórico com a guerrilha das Farc e poderá abrir caminho para uma paz completa depois de mais de meio século de conflito armado na Colômbia.

A missão da ONU que verifica na Colômbia a reinserção de guerrilheiros das Farc na vida civil estará agora a cargo de monitorar junto a Igreja Católica e representantes de ambas as partes o cessar-fogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN), que tem 1.500 combatentes.

Também deverá "prevenir acidentes por meio de uma melhor coordenação entre as partes e a resolução de desacordos", segundo a resolução apresentada pela Grã-Bretanha.

"Sabemos que isso é só o começo", disse o embaixador britânico Matthew Rycroft ao Conselho após a votação, destacando que o organismo atuou rapidamente para apoiar a trégua.

"Façamos tudo o que podemos para apoiar o governo da Colômbia e o ELN nesse esforço", acrescentou.

Para cumprir a tarefa, a missão da ONU na Colômbia será reforçada com "não mais que 70 observadores", segundo a resolução.

Outra missão da ONU havia verificado previamente a deposição de armas dos rebeldes das Farc, que criaram agora o seu próprio partido político.

 

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Surgido em 1964, assim como as Farc, o ELN cresceu sob a influência da Revolução Cubana e da Teologia da Libertação, uma corrente da Igreja Católica que defende a luta em prol dos mais pobres.

Os violentos confrontos que além das guerrilhas envolveram paramilitares, traficantes e agentes estatais na Colômbia provocaram 260.000 mortes, mais de 60.000 desaparecidos e sete milhões de deslocados.

Em meio ao cessar-fogo, o governo e o ELN devem abrir o seu quarto ciclo de diálogos em Quito em 23 de outubro.

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