Governo espanhol pede "desculpas" por feridos do referendo catalão

Millo, contudo, considerou que a responsabilidade em última instância do ocorrido no domingo foi do governo catalão de Carles Puigdemont, por estimular as pessoas a irem votar em um referendo proibido

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postado em 06/10/2017 09:46

 PAU BARRENA/AFP
 
Barcelona, Espanha - O delegado do governo espanhol na Catalunha, Enric Millo, pediu desculpas nesta sexta-feira (6/10) pelos feridos pela polícia ao tentar impedir o referendo de independência ilegal de domingo.

"Quando vi essas imagens, e sei que há gente que foi golpeada e empurrada, inclusive há uma pessoa que ainda está hospitalizada, não pude fazer nada mais do que lamentar, pedir desculpas em nome dos agentes", disse Millo em uma entrevista na televisão pública catalã TV3.

"Espero que possamos reconduzir as coisas para que não aconteçam nunca mais" fatos semelhantes, disse Millo.

"Estou muito triste, muito, lamento profundamente que tenhamos chegado a essa situação, foi muito duro tudo o que vivemos e vimos nesses dias", acrescentou.

Millo, contudo, considerou que a responsabilidade em última instância do ocorrido no domingo foi do governo catalão de Carles Puigdemont, por estimular as pessoas a irem votar em um referendo proibido.

Existiu "a decisão de um governo, o da Generalitat, a decisão firme e consciente, de que era preciso levar uma parte do povo da Catalunha a aquilo que os tribunais tinham declarado uma ilegalidade".

Millo denunciou que em alguns casos os agentes encontraram "uma barreira humana em que há ativistas, mas também onde há pessoas mais velhas, crianças, jovens e pessoas com deficiências físicas".
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