Legisladores dos EUA querem regulamentar publicidade política na Internet

A iniciativa é tomada após a notícia de que entidades apoiadas pela Rússia usaram plataformas na Internet para disseminar informações durante a campanha eleitoral de 2016 com o objetivo de ajudar o republicano Donald Trump

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postado em 19/10/2017 19:50

Legisladores americanos revelaram nesta quinta-feira (19/10) uma proposta de lei para solicitar a divulgação das fontes de anúncios políticos on-line, um movimento destinado a prevenir ações como a manipulação russa das redes sociais nas eleições presidenciais de 2016.
 
 
"Primeiro e fundamental: isso é um assunto de segurança nacional. A Rússia nos atacou e continuará empregando diferentes táticas para minar a nossa democracia e dividir o nosso país, incluindo comprar perturbadores anúncios políticos on-line", declarou a senadora Amy Klobuchar, que apresentou o projeto de lei junto ao democrata Mark Warner e o republicano John McCain.

A iniciativa é tomada após a notícia de que entidades apoiadas pela Rússia usaram plataformas na Internet para disseminar informações durante a campanha eleitoral de 2016 com o objetivo de ajudar o republicano Donald Trump a derrotar Hillary Clinton.

"Depois do ataque da Rússia nas eleições de 2016, se tornou mais importante do que nunca fortalecer nossa defesa ante a interferência estrangeira em nossas eleições", disse McCain em comunicado.

"Infelizmente as leis americanas que requerem transparência nas campanhas políticas não avançaram ao ritmo dos rápidos avanços tecnológicos, permitindo aos nossos adversários aproveitar essas lacunas legais para influenciar milhões de eleitores americanos", assinalou.

A chamada "Honest Ads Act" irá requerer que as plataformas on-line que contam com pelo menos 50 milhões de usuários classifiquem e revelem informações de pagamentos de mais de 500 dólares por um período de 12 meses para publicar anúncios de candidatos ou de temas legislativos, aplicando normas similares às das emissoras de televisão e rádios.

Os legisladores reconheceram uma certa resistência das principais empresas tecnológicas a colaborar, mas disseram que estavam realizando conversas com a "esperança" de que "trabalhem conosco", indicou Warner.

O futuro do projeto era incerto nesta quinta-feira pela falta de apoio dos líderes da maioria do Congresso.
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