França acusa oito homens de complô para assassinar políticos

A polícia antiterrorista prendeu 10 pessoas na terça-feira devido ao suposto complô

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postado em 21/10/2017 23:15

Paris, França - A França acusou oito homens, incluindo três menores de idade, após uma investigação sobre um suposto complô de ativistas de ultradireita para assassinar políticos e atacar mesquitas, informaram procuradores neste sábado em Paris. 

Os homens - de entre 17 e 29 anos - são acusados %u200B%u200Bde fazer parte de uma "conspiração terrorista criminal" e de vínculos com Logan Alexandre Nisin, um militante que foi preso perto de Marselha em junho. 

Nisin é o fundador de um grupo chamado OAS. Ele foi detido depois de postar que planejava atacar negros, jihadistas, migrantes e a "escória".
 

Nisin, de 21 anos, já tinha chamado a atenção das autoridades francesas porque era administrador de uma página no Facebook em homenagem ao ultradireitista norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas na Noruega em 2011.

Os investigadores revelaram que o grupo formado por Nisin tinha "um projeto de ação violenta pouco claro". 

A polícia antiterrorista prendeu 10 pessoas na terça-feira devido ao suposto complô, mas duas delas, incluindo a mãe de Nisin, foram liberadas, disse a Procuradoria de Paris. 

Entre os potenciais alvos de ataques, havia locais de culto, incluindo mesquitas, políticos, "pessoas de ascendência norte-africana ou pessoas negras" e ativistas "antifascismo", disse uma fonte da investigação. 

"A organização estava planejando compras de armas e treinamento paramilitar. Alguns já eram treinados em tiro", acrescentou a fonte. 

OAS era o acrônimo para Organização do Exército Secreto, um grupo paramilitar francês de extrema direita que lutou para parar a independência argelina. 

Nisin era anteriormente ativo na organização ultradireitista Ação Francesa. 

A França permanece sob um status de segurança reforçada. O Parlamento aprovou na quarta-feira um projeto de lei antiterrorista que substitui o estado de emergência imposto em 2015 após os ataques jihadistas em Paris.
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